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Terça, 17/01/2017

- Atualizado em

Mato Grosso do Sul foi atingido por 3,7 milhões de raios em 2016

Cemtec-MS

Dados do site Raios Online do Grupo STORM-T/IAG da Universidade de São Paulo, revelam que foram detectadas cerca de 3.770.576 descargas atmosféricas (raios) no Estado de Mato Grosso do Sul no período de janeiro a dezembro de 2016.


Abaixo segue a distribuição da quantidade de descargas atmosféricas (raios) detectadas e acumuladas mensalmente. Observa-se que durante o ano de 2016 a incidência de raios foram maiores durante os primeiros meses e final do ano com pico no mês de março de cerca de 810.579 raios.

Registro de descarga elétrica em Vicentina/MS na tarde de 02/12/2016 (Imagem: Geone Bernardo)

Esse comportamento é decorrente a estação do ano (verão), pois durante esse período há grande disponibilidade de umidade na atmosfera e altas temperaturas que favorecem a formação de nuvens do tipo cumulonimbus – que são nuvens de tempestade e tempo severo. Durante o período de inverno a quantidade de raios diminui devido a um sistema de alta pressão que abrange grande parte do país nessa época do ano, inibindo a formação de nuvens, e consequentemente o número de raios caem consideravelmente.


Em particular, no mês de agosto de 2016 os números foram  altos se comparados aos outros meses que compões o período de seca (junho, julho, agosto e setembro). Os valores altos de quantidade de raios ocorreram devido à entrada de frentes frias no final daquele mês em Mato Grosso do Sul que possibilitou o aumento das chuvas com formação de nuvens carregadas eletricamente.


Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) o verão é uma estação marcada pela ocorrência de chuvas em forma de pancadas, temporais com possibilidade de granizo, ventos fortes e elevação das temperaturas.


O verão iniciou com a atuação de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas que poderão estar acompanhadas de raios.


O prognóstico para o sul do estado do Mato Grosso do Sul indica maior probabilidade de chuvas irregulares, e abaixo da normal climatológica para o trimestre (janeiro, fevereiro e março) e já nas demais regiões a quantidade de chuvas devem seguir a média climatológica sob condições de neutralidade. Em outras palavras, em grande parte do Estado, o mês de janeiro de 2017 choverá menos e com menor quantidade de raios se comparado a janeiro de 2016.

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