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Quinta, 23/02/2017

- Atualizado em

Investigação de vereadores eleitos de Nova Andradina e Taquarussu está em fase final

Futuro político dos vereadores eleitos que passaram a ficar na mira do Ministério Público sobre suposta compra de votos ainda está sendo decidido 

Redação Nova News

Se tudo correr dentro do cronograma esperado, dentro de um prazo médio de 15 dias já deverá entrar para a reta final a decisão do futuro político dos dois vereadores eleitos de Nova Andradina e Taquarussu que passaram a ficar na mira do MPE (Ministério Público Estadual) sobre suposta compra de votos.


Em entrevista à reportagem do Nova News na manhã desta quinta-feira (03), o promotor eleitoral Fabrício Secafen Mingati disse que hoje as atenções se voltam na conclusão do  inquérito policial aberto pela Polícia Civil de Nova Andradina e de um procedimento criminal que está em fase final de instrução no MPE. “Seguindo em processo de finalização, estamos terminando de levantar os elementos que precisamos para ingressar com a ação de investigação judicial eleitoral em que a juíza eleitoral dará a decisão final”, afirma o promotor.


Questionado sobre o andamento da investigação, o promotor expôs que não podem ser divulgadas informações detalhadas das supostas práticas de compra de votos pelo sigilo necessário que os casos requerem. “A efeito de esclarecer a população, posso apenas adiantar que tudo segue dentro do previsto. Tratam-se de ações minuciosas em que é necessário fazer o periciamento de provas para se chegar à conclusão da veracidade dos fatos. Ainda mais, fora os candidatos eleitos investigados, temos que nos ater ainda aos eleitores que eventualmente aceitaram o favorecimento ilegal oferecido. Não apenas comprar como no caso dos principais alvos nestas ações, mas vender voto também é crime”, pontuou Mingati.

MPE, através de Promotoria Eleitoral, está à frente de investigação sobre suposta compra de votos (Imagem: Arquivo Nova News)

Por fim, o promotor afirmou que até o dia 19 de dezembro deverá ocorrer a diplomação dos candidatos eleitos. Isto quer dizer que até lá caso seja comprovada a compra de votos por parte dos dois investigados, eles podem perder o direito de tomar posse no dia 1º de janeiro de 2017. Entretanto, se o prazo não for suficiente para o julgamento da ação, mesmo eles assumindo os seus respectivos cargos, poderão ser cassados e terem seus direitos políticos suspensos, a chamada inegibilidade.


Entenda o caso


À época dos fatos, o Nova News acompanhou como tudo aconteceu. Em plena véspera e dia das últimas eleições municipais, 02 de outubro, o MPE, atuante na 5ª Zona Eleitoral, em operação conjunta com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a Polícia Civil, desencadeou a operação “Entrada Livre”, que identificou a prática de crime de compra de votos por parte de um candidato a vereador em Taquarussu.


Após receber denúncia carreada com elementos que apontavam para a ocorrência da conduta ilícita, o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) iniciou acompanhamento do candidato e requereu a expedição de mandados de busca e apreensão em sua residência, estabelecimento comercial e local de trabalho, todos no município de Taquarussu.


Durante o cumprimento dos mandados, no dia 1º de outubro, foram apreendidos, entre outros itens, inúmeras listas de eleitores e dezenas de convites de um “show” sertanejo e R$ 1.900,00 (mil e novecentos reais) em espécie, em notas de R$ 50 e R$ 100, que provavelmente seriam utilizados para compra de votos.


Distrito de Nova Casa Verde


A operação “Bomba Aberta” também foi deflagrada pelo Ministério Público Eleitoral atuante na 5ª Zona Eleitoral, mais uma vez em parceria com o GAECO e a Polícia Civil.


A ação resultou na apreensão de elementos que apontam para esquema de compra de votos por parte de um candidato a vereador no município de Nova Andradina em conluio com um proprietário de posto de combustíveis localizado no Distrito de Nova Casa Verde, pertencente à Nova Andradina.


Após receber inúmeras denúncias de que eleitores daquele distrito e arredores estariam abastecendo seus veículos em posto de combustível localizado às margens da rodovia BR-267, o MPMS iniciou acompanhamento do local.


Constatado o movimento incessante de veículos que lá paravam e abasteciam sem qualquer tipo de pagamento, foi requerida e deferida pelo juízo da 5ª Zona Eleitoral a expedição de mandado de busca e apreensão.


Durante o cumprimento, já no final da tarde do dia 2 de outubro, foram apreendidos, entre outros itens, dezenas de notas e recibos de abastecimento em nome de candidato a vereador, assinados por pessoas diversas, planilhas apontando elevados gastos do mesmo candidato nas semanas anteriores ao pleito e pequenos tíquetes que eram usados como “moeda de troca” pelo combustível.


Em ambas as operações, caso comprovadas a prática do crime eleitoral e a captação ilícita de sufrágio, os envolvidos, entre eles os próprios candidatos, poderão ser condenados a pena de reclusão de até quatro anos.


No caso do candidato de Nova Andradina ele foi eleito para o seu primeiro mandato, enquanto o de Taquarussu já ocupa uma das cadeiras do Legislativo e foi reeleito.

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2comentários

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  • Wanessa Uma estratégia vergonhosa dessa tal candidata!!!
  • Naleu Na verdade a denuncia saiu de uma CANDIDATA que foi traidora do vereador eleito e do atual prefeito que não aceitou a vitória do candidato a vereador, e denunciou, assim como seu genro e filhos. Espero que os eleitores não esqueçam desse papel vergonhoso que ELA fez, pois no resultado final quem perderá será Nova Casa Verde.