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76% da população de MS é contra o retorno da CPMF

De acordo com o levantamento realizado pelo Ipems a pedido da Fiems, no período de 20 a 25 de fevereiro deste ano junto a 1.600 pessoas com mais de 16 anos de idade, 76% dos entrevistados são contrári

Durante o lançamento da campanha “Acorda MS – Chega de Impostos”, realizada pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems e OAB/MS, na noite de ontem, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou uma pesquisa de opinião pública a respeito do retorno da CPMF (Imposto Provisória sobre Movimentação Financeira).

De acordo com o levantamento realizado pelo Ipems a pedido da Fiems, no período de 20 a 25 de fevereiro deste ano junto a 1.600 pessoas com mais de 16 anos de idade, 76% dos entrevistados são contrários à recriação do imposto, enquanto 6% é a favor e 17,92% desconhecem o imposto.

“A Fiems é expressamente contrária à criação do imposto e os números da pesquisa demonstram claramente que a sociedade não quer o retorno da CPMF porque o consumidor final é o maior prejudicado. O imposto atinge desde a produção ao consumo em todas as suas cadeias, então nós precisamos mobilizar a bancada federal e cobrar deles”, afirmou Sérgio Longen.

Ainda de acordo com a pesquisa Fiems/Ipems, em Campo Grande, 62,62% dos entrevistados são contra a volta da CPMF, enquanto 29,52% não sabem ou não responderam e 7,87% são a favor. Em Dourados, 89,17 das pessoas ouvidas são contra o imposto, 7,29% não sabem ou não responderam e 3,54% são a favor. Já em Três Lagoas 66,38% são contra, 25,18% não sabem ou não responderam e 8,44% são a favor, sendo que em Corumbá 84,45% são contra o imposto, 10,08% não sabem ou não responderam e 5,47% são a favor.

A enquete mostra que do universo de pessoas 62% respondeu que o maior motivo de desaprovação da CMPF é que já existem impostos demais, 12,17% disseram que é mais uma forma de roubar o povo, enquanto 4,36% alegam que é ruim para o povo pois, sobrecarrega, 3,03% acreditam que a cobrança é injusta, outros 2,28% dizem que é um imposto desnecessário e 2,12% falam que os juros são altos.

Análise

O presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo, alerta que, se a CPMF voltar, a crise pode se prolongar ainda mais. “As pessoas estão cada vez mais endividadas e comprando menos, repensando melhor os gastos que farão com as reservas econômicas, então a tendência das vendas é cair ainda mais com essas novas imposições do governo”, pontuou.

Para o presidente da Famasul, Mauricio Saito, a pesquisa é uma resposta clara de que a população não aguenta mais aumento de tributos. “A partir do momento que o setor produtivo é impactado, automaticamente a gente tem que pensar como cadeia de produção e isso faz com que a população como consumidor final seja atingido”, comentou.

Já o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, reforçou que a volta da CPMF atinge toda a sociedade e não deve deixar passar em branco. “O povo tem que tomar uma posição e não pode sofrer as inconsequências de um governo que quebrou o país”, disse. O presidente da OAB-MS, Mansour Elias Karmouche, salientou que as pessoas que se posicionaram a favor da CPMF talvez não saibam do que se trata. “Muitas vezes acham que vem para beneficiá-las, mas não há contraprestação alguma”, falou.

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