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STF afasta ministro do Trabalho por envolvimento em fraudes na pasta

Helton Yomura é um dos alvos da operação Registro Espúrio, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (05)

Imagem: José Cruz / Agência Brasil

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O ministro do Trabalho Helton Yomura foi afastado do cargo na manhã desta quinta-feira (05). Yomura é um dos alvos da terceira fase da operação Registro Espúrio, deflagrada pela PF (Polícia Federal). A ação operação investiga uma organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.

A PF (Polícia Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediram ao STF que Yomura fosse afastado da pasta. O ministro Edson Fachin é o relator do caso na Corte e aceitou o pedido. Os policiais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, cumpridos em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Os mandados foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Yomura é apadrinhado político do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e de sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), nome que havia sido indicado pelo presidente Michel Temer para assumir a pasta. Pai e filha foram alvos das primeiras fases da Registro Espúrio. Além do ministro, o deputado federal Nelton Marquezelli é um dos alvos da operação.

O R7 procurou a assessoria de imprensa do ministro, mas ainda não obteve um posicionamento oficial sobre o afastamento. Segundo a PF (Polícia Federal), as investigações da primeira e segunda fases da operação indicam a participação de servidores do Ministério do Trabalho. A polícia afirma que determinados cargos da pasta foram "preenchidos com indivíduos comprometidos com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas praticadas na pasta".

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