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Alunas atingidas por rojão dizem que vão processar universidade em MS

“Parecia uma chuva de fogo”, diz acadêmica atingida. “Foi horrível”; polícia disse que vai instaurar inquérito para começar as investigações.

Uma das estudantes está com ferimentos no rosto e pescoço (Imagem: G1 MS)

As duas estudantes que tiveram ferimentos e sequelas graves depois de serem atingidas por um rojão, dentro da Uniderp, em Campo Grande, afirmaram que pretendem entrar com uma ação judicial por danos materiais, morais e estético contra quem acendeu os fogos, contra a universidade e contra a comissão de formatura do curso de Direito.

Já o delegado Mario Donizete de Queiroz, da 1ª Delegacia de Polícia, disse que vai instaurar o inquérito para começar as investigações. Além disso, serão solicitadas as imagens internas do local do acidente.

“Iremos analisar primeiro, o resultado do corpo de delito. E, a partir daí, inicia-se a investigação. Vamos ouvir testemunhas, envolvidos, a própria direção da universidade. A ideia é apurar se esse evento teve cunho doloso ou culposo”, afirmou o delegado.

Thayrini Silva Bandeira está com ferimentos no rosto e pescoço, sente dores nos locais das queimaduras. “Teve uma lesão aqui do lado nos meus supercílios do lado esquerdo, na minha bochecha toda tem algumas queimaduras e no meu pescoço tem muitas marcas que eu sinto diariamente dores constantes. As queimaduras doem demais. Eu sinto a minha pele queimando”.

Ana Paula Vieira perdeu parte da audição do lado direito. “Eu senti um impacto muito forte no meu ouvido, porém eu passei a mão e não tinha sangue. Realizei dois exames e ambos constataram que eu tive perda auditiva considerável".

As duas são estudantes do quarto semestre de Psicologia e ficaram feridas com fogos de artifício disparados dentro da faculdade durante a comemoração de colação de grau de uma turma de Direito.

“Eles estavam no último dia de aula, estavam comemorando, e nós estávamos de 100 a 200 metros de distância, quando um dos rojões caiu e veio na nossa direção. Parecia uma chuva de fogo. Foi horrível”, conta Ana Paula.Pelas informações do boletim do ocorrência, o coordenador do curso de Direito disse que foi procurado por acadêmicos que queriam soltar fogos, mas que a instituição não autorizou por questões de segurança.

Em nota, a Uniderp lamentou o acidente e informou que a instituição solicitou o atendimento necessário às alunas. A universidade diz que repudia qualquer ato que coloque em risco a segurança e a integridade de todos que fazem parte da comunidade acadêmica e que apura o fato para tomar as medidas cabíveis.

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