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Antes do período esperado, incidência de queimadas mobiliza o Corpo de Bombeiros

Chegando a um total de 202 incêndios em 2017, casos já começaram a ser registrados na região

Em pleno mês de abril, longe dos meados de junho que tem início o período mais crítico do ano, a temporada de queimadas já começou em Nova Andradina e região. Só na última semana, militares do 3º Subgrupamento de Bombeiros precisaram se desdobrar para conter três grandes focos de incêndio.

Com a chuva que resolver dar trégua que caiu apenas rapidamente na última sexta-feira (20), a incidência de incêndios em vegetação começa a preocupar a corporação. Um plano de chamada já foi montado com militares que ficam em uma escala de sobreaviso para dar suporte às ocorrências.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, em 2017 chegou a um total de 202 incêndios atendidos pelo Corpo de Bombeiros. “Nossa maior preocupação é que a maioria das queimadas urbanas é por ato incendiário. As pessoas têm o hábito de queimar lixo e o fogo acaba tomando proporções maiores. Trata-se de um crime ambiental e que ao flagramos o causador, de imediato este será conduzido à Delegacia de Polícia”, alerta o sargento Denilson Lopes Couto.

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Bombeiros atenderam três grandes focos de incêndio nos últimos dias; um atingiu o lixão de Batayporã – Foto: Divulgação/CB

Um problema não apenas dos dias atuais, Couto expõe que o ato impensado de provocar um incêndio acarreta em situações graves que podem colocar em risco a vida de outras pessoas. “A fumaça provocada pelos incêndios é um fator preocupante quando a propagação às margens de rodovia favorece a ocorrência de acidentes”.

Além de poluir o ar e afetar a qualidade das pessoas, o sargento alerta que a fumaça traz problemas à saúde em que os mais afetados são as crianças e os idosos. “Quando a fumaça está em um ambiente aberto, ela dissipa na atmosfera, mas se entra no interior das casas é tóxica e faz mal à saúde. A orientação é fechar as portas e janelas e colocar um pano úmido debaixo de porta”, pontua o bombeiro.

De acordo com o sargento, nos dias mais críticos chega a uma média de quatro casos por dia atendidos até meados de outubro quando o período de estiagem se estende. “São situações que poderiam ser evitadas e que ainda coloca em risco a vida de outras pessoas que podem estar precisando de um socorro. Se estamos contendo um incêndio e somos acionados para atender um acidente de trânsito, por exemplo, até chegarmos ao local o quadro da vítima pode piorar ou podemos não chegar a tempo”, enfatiza Couto.

“Tudo o que pedimos é a conscientização das pessoas. Com o tempo seco e a umidade relativa do ar baixa, a propagação de um incêndio é maior, favorecendo os riscos que podem ter danos irreversíveis como atingir imóveis próximos. O alerta maior é que atear fogo em vegetação é um crime previsto no Código Penal, no artigo 250, que prevê reclusão de três a seis anos, além de multa”, orienta o sargento.

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