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Apesar das mobilizações, futuro da planta frigorífica de Batayporã segue incerto

Minerva continua pagando aluguel das instalações sem produzir e população sofre com desemprego

Desde novembro de 2018, lideranças locais e regionais iniciaram uma mobilização pela reativação do frigorífico de Batayporã, que chegou a gerar mais de 700 empregos diretos e que está desativado desde julho de 2015. Nos últimos meses ocorreram diversas reuniões, uma audiência pública, aprovação de lei e demais movimentos relativos ao tema. Apesar de toda a mobilização, o destino da unidade ainda é incerto.

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Frigorífico que chegou a gerar mais de 700 empregos diretos está fechado desde julho de 2015 - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Representantes do Setor de Indústrias e Comércios de Batayporã, Associação Empresarial de Batayporã, Sindicato Rural de Batayporã e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Nova Andradina e Região estão empreendendo esforços no sentido de fazer com que a planta frigorífica volte a operar, seja sob a bandeira da Minerva Foods, que continua como locatária do imóvel, porém, sem produzir, ou de outro grupo interessado.

Segundo os representantes das instituições que encabeçam o movimento, há uma carta de intenções de um empresário do ramo frigorífico de Goiás, que manifesta publicamente interesse em se instalar no município. “Não podemos aceitar que o frigorífico fique parado, sem gerar empregos, enquanto outras empresas que poderiam se instalar aqui não tenham esta oportunidade”, afirmam eles.

Toda esta mobilização levou a Câmara Municipal a aprovar a indicação 085/2018, sobre a revogação da lei 259/93, de 20 de outubro de 1993, que trata da doação área da planta frigorífica do município a um grupo de empresários da região. A lei já foi sancionada pelo Poder Executivo.

A partir de agora, o município de Batayporã pode, em tese, fazer valer a lei 116/89, de 28 de julho de 1989, que estabelece que o imóvel onde está instalado o frigorífico volte ao poder do município caso a indústria não esteja em atividade. Além da aprovação da lei, vários órgãos, entre eles o Ministério Público e o Governo do Estado foram acionados a acompanharem o caso.

Segundo as lideranças envolvidas na causa, não haverá descanso enquanto a questão do frigorífico não for resolvida. “Nossa luta é pela reativação da unidade e pela geração de empregos à população. Se para isso forem necessárias medidas extremas, é isso que faremos”, afirma um representante das entidades envolvidas no movimento.

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Lei municipal que cancela doação definitiva do imóvel à família Capuci foi sancionada pelo Poder Executivo Municipal - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Em diversos contatos ao longo dos últimos anos junto à agência que presta assessoria para a Minerva Foods, a reportagem sempre recebeu a informação de que “a Minerva não teria interesse em voltar a operar a planta frigorífica de Batayporã”.

Na tarde desta quarta-feira (06), o site entrou novamente em contato com a agência para atualizar as informações, mas não conseguiu falar com a pessoa responsável pelo setor. Um número de telefone foi fornecido, mas até o fechamento da matéria, nenhum retorno foi dado ao site.

Também nesta quarta, a redação acionou a família Capuci, responsável pela planta frigorífica para saber qual o posicionamento deles a respeito da lei que cancela a doação definitiva do imóvel, bem como para oferecer espaço caso houvesse interesse em alguma manifestação sobre o assunto, mas até por volta das 10h desta quinta-feira (07) o Nova News não havia recebido nenhum posicionamento.

Já na manhã desta quinta-feira (07), o site manteve contato com o setor corporativo da Minerva, em Barretos (SP), sendo que as ligações eram transferidas, mas não atendidas.

De um lado, lideranças que buscam meios para que a planta volte a operar e de outro o “mistério” sobre o motivo pela qual a Minerva continua pagando aluguel das instalações sem produzir. Tudo isso revela que o futuro do frigorífico de Batayporã, que já foi a fonte de renda para centenas de famílias, segue incerto. 

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