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Assessoria da Minerva Foods nega reativação da planta frigorífica em Batayporã

Nos últimos dias, matérias veiculadas por vários meios de comunicação da região, com base em informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Batayporã, davam conta de que a planta frigorífica do Minerva Alimentos, que está desativada desde julho de 2015, retornaria às suas atividades até o fim de 2017, no entanto, a informação foi rebatida pela empresa.

Segundo a publicação, que gerou forte repercussão em toda a região, uma vez que o Minerva era um dos maiores geradores de empregos do município, com cerca de 700 postos de trabalho, a reabertura do frigorífico é tida como certa e, além, disso, Ademar Capuci, um dos proprietários da planta frigorífica, teria afirmado em um trecho da matéria que o número de empregos seria ampliado para 800 postos de trabalho.

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Agência foi clara ao dizer que a Minerva Foods não tem previsão alguma para a retomada dos trabalhos na unidade - Foto: Acácio Gomes / Arquivo / Nova News

O Nova News entrou em contato com Antônio Capuci, o Toninho, irmão de Ademar, que também é responsável pelas instalações, de quem obteve a informação de que o valor do seguro referente a um incêndio ocorrido em agosto de 2015, já estaria liberado na conta da Minerva Foods, que faria a reconstrução da parte afetada.

Nas palavras dele, a obra deve ser erguida em um material denominado “iso painel”, uma vez que construções em alvenaria para instalações frigoríficas não são mais utilizadas. “O engenheiro visita o local, elabora o projeto e, após isso, é feita a encomenda das placas que são instaladas. É algo de primeiro mundo”, disse Toninho.

Questionado sobre a reabertura da unidade, Capuci disse que, após a conclusão das obras, há sim a intenção da Minerva em promover a reativação da unidade frigorífica de Batayporã, confirmando desta forma os dados divulgados na reportagem produzida pela Prefeitura Municipal no último final de semana.

Outro lado

Por outro lado, o Nova News apurou junto à Minerva Foods que, na realidade, não há nenhuma intenção da empresa e retomar os trabalhos no município de Batayporã. Nas últimas horas, a redação entrou em contato com a matriz da empresa, em Barretos (SP), onde um dos responsáveis afirmou não ter conhecimento sobre a suposta reabertura. O site foi orientado a entrar em contato com o escritório da Minerva em São Paulo (SP).

Em telefonema para a capital paulista, o Nova News foi novamente informado de que as lideranças do frigorífico não sabem de onde surgiram estas informações. O site foi então direcionado para a agência Ideal H+K Strategies, que presta assessoria de imprensa para a Minerva Foods.

Em contato com a agência, o Nova News questionou sobre a possibilidade de reabertura da unidade de Batayporã, inclusive reproduzindo trechos da matéria ventilada pelos meios de comunicação da região. O responsável pela Ideal H+K Strategies, Rodrigo Fonseca, disse que apuraria a informação junto aos acionistas da Minerva Foods e daria um retorno à redação assim que possível.

Cerca de uma hora depois, a agência se manifestou dizendo que, em contato com lideranças da Minerva, foi apurado que não existe qualquer intenção da empresa em retomar as atividades na planta frigorífica de Batayporã, seja a curto, médio ou longo prazo. A agência foi clara ao dizer que a Minerva Foods não tem previsão alguma para a retomada dos trabalhos na unidade.

Durante a campanha eleitoral de 2016, em Batayporã, já havia circulado na mídia a informação sobre a possível reabertura do frigorífico, o que deveria ocorrer até dezembro do ano passado. 

Na ocasião, o Nova News também acionou a assessoria de imprensa da empresa que, assim como agora, negou que aquelas informações fossem verdadeiras. De fato, os meses se passaram, e a unidade segue fechada.

Minerva de olho em outros países

Segundo publicação do site Valor Econômico, a JBS anunciou nesta terça-feira (06) que vendeu suas operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai, para, respectivamente, Pul Argentina S.A., Frigomerc S.A. e Pulsa S.A., todas sociedades controladas pela Minerva.

O valor do negócio foi de US$ 300 milhões, mas o preço está sujeito a um ajuste em valor equivalente à diferença entre o capital circulante líquido e o endividamento de longo prazo das sociedades na data de fechamento, cujo valor estimado em 31 de março de 2017 era positivo em aproximadamente US$ 40 milhões, explica comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A JBS afirma que a transação foi aprovada pelo conselho e que pretende utilizar os recursos para diminuir sua alavancagem financeira. Com a aquisição das operações da JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai, é possível que a Minerva Foods volte suas atenções para estes países e, de fato, não veja a unidade de Batayporã como uma prioridade no momento. Lideranças locais, regionais e principalmente a população, manifestam grande interesse na reabertura da unidade, porém, pelas informações apuradas, não ha previsão alguma para que isso aconteça.

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