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Bancários de Nova Andradina e região encerram greve

Trabalhadores do ramo financeiro aceitaram propostas dos bancos e voltaram ao trabalho

Nesta segunda-feira (06), os bancários de Nova Andradina e região, que estavam em greve desde o dia 30 de setembro, voltaram ao trabalho. A informação é da diretora regional do Sindicato dos Bancários de Naviraí, em Nova Andradina, Luciana Ruiz Leme. Segundo ela, os trabalhadores do ramo financeiro de todas as cidades que integram o sindicato aceitaram as propostas feitas pelos bancos e retornaram aos seus afazeres.

O Sindicato dos Bancários de Naviraí representa a classe em Naviraí, Batayporã, Nova Andradina, Ivinhema, Angélica, Itaquiraí, Eldorado, Mundo Novo, Iguatemi, Tacuru e Sete Quedas. “Nosso sindicato decidiu pelo fim da greve a partir desta segunda-feira (06), porém, os sindicatos de outras regiões ainda devem realizar assembleias e os demais bancários podem voltar ao trabalho ainda esta semana”, disse Luciana.

Todos os bancários da região voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (06) - Nova News

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na sexta-feira (03), durante a nona rodada de negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aumentou o índice de reajuste de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição.

Combate às metas abusivas

Os bancos incluirão também na Convenção Coletiva o compromisso de que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho". Trata-se de mais um passo no combate às metas abusivas, que tem provocado adoecimento e afastamento de bancários. Além disso, a cobrança de metas passará a ser proibida não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

Dias parados

A Fenaban propõe a compensação dos dias parados durante a greve, na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.

Outros avanços nas negociações com a Fenaban

A proposta inclui ainda os avanços apresentados pelos bancos ao longo das negociações sobre saúde e condições de trabalho, tais como:

Certificação CPA 10 e CPA 20- Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

Adiantamento de 13º salário para os afastados- Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

Reabilitação profissional- Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical. Gestantes- As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente. Casais homoafetivos- Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.

Novas tecnologias- Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias. Campanha sobre assédio sexual- Os bancos assumiram o compromisso de realizar uma campanha junto com os bancários para combater o assédio sexual no trabalho.

"O aumento da proposta dos bancos é resultado da forte greve dos bancários em todo o país, que cresceu nesses primeiros quatro dias e superou o número de agências paralisadas no ano passado", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Consideramos a proposta positiva, conquistada com muita mobilização. No Banco do Brasil e na Caixa Federal, os 9% de reajuste no piso vão impactar nas curvas dos planos de cargos e salários. Por isso, o Comando está indicando a aceitação das propostas nas assembleias."

A nova proposta econômica dos bancos

Reajuste- 8,5% (2,02% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias- 1.252,38 (9,00% ou 2,49% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias- R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias- R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real).

PLR regra básica- 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.

PLR parcela adicional- 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98.

Antecipação da PLR - Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.

Regra básica- 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional- 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.

Auxílio-refeição- R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta- R$ 431,16. (Somados, os auxílios refeição e cesta-alimentação resultam em R$ 1.003,13 por mês, o que representa reajuste de 10,76%).

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses)- R$ 358,82.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses)- R$ 306,96.

Gratificação de compensador de cheques- R$ 139,44.

Requalificação profissional- R$ 1.227,00.

Auxílio-funeral- R$ 823,30.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto- R$ 122.770,20.

Ajuda deslocamento noturno- R$ 85,94.

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