Publicado em 24/11/2018 às 10:57, Atualizado em 24/11/2018 às 14:35

Batayporã - Após audiência pública, lideranças irão procurar meios legais para que frigorífico volte a funcionar

Reuniões serão marcadas com Ministério Público, Governo do Estado e com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina

Acácio Gomes, Redação Nova News

Imagens: Acácio Gomes / Nova News

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No início da noite desta sexta-feira (23), uma audiência pública para tratar sobre a possibilidade de reativação da planta frigorífica de Batayporã foi realizada nas dependências da Câmara Municipal. O evento contou com a participação de representantes de vários segmentos da sociedade e também de membros da população em geral.

A mesa de autoridades foi composta pela primeira-dama Cléia Maria, representando o prefeito Jorge Takahashi; vereador Germino Roz, representando o presidente da Casa de Leis, Cícero Leite; verador Cacildo Paião, autor da indicação para realização da audiência pública; o diretor de indústrias e comércios de Batayporã, Miguel Monteiro; o presidente da Associação Empresarial, Sidney Olegário; presidente do Sindicato Rural, Altamir Ramos e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Nova Andradina e Região, Sérgio Miller.

Logo no início do evento, foi lida pelo cerimonial uma carta de intenções enviada por uma empresa do ramo frigorífico de Rio Verde (GO), que manifesta publicamente interesse em se instalar em Batayporã. No documento, o representante da empresa afirma que deseja operar a planta frigorífica que está ociosa desde julho de 2015, quando a Minerva Foods encerrou suas atividades no município, deixando de gerar cerca de 700 empregos.

Após a leitura da carta, foi ponderado pelos representantes das entidades envolvidas na audiência que, se a planta frigorífica de Batayporã está desativada e há uma empresa de tradição no ramo querendo se instalar na cidade, cabe ao poder público tomar as providências necessárias para que o negócio seja concretizado.

“Temos a estrutura, temos uma empresa interessada, temos a mão de obra, temos a matéria-prima (gado) então agora precisamos resolver os trâmites burocráticos para que a população volte a contar com estes postos de trabalho e a economia da cidade volte a ser fortalecida. O frigorífico ficar fechado com a Minerva pagando aluguel para os empresários responsáveis pela área, sem que haja produção, não traz nenhum benefício para a nossa gente”, disseram as lideranças.

Segundo os evolvidos no movimento, nos próximos dias será lavrada uma ata da audiência, sendo que documentos pedindo providências serão encaminhados para o Ministério Público e para o Governo do Estado. Uma audiência para tratar do caso também deverá ser marcada com a futura ministra da Agricultura, a deputada sul-mato-grossense Tereza Cristina.

“O terreno foi doado a empresários que assumiram o compromisso de gerar emprego e renda para a população. Entendemos que a partir do momento em que Minerva fechou as portas, este compromisso deixou de ser cumprido. 

Ou os empresários disponibilizam a planta frigorífica para uma empresa que queira se instalar na cidade ou vamos procurar os meios jurídicos para analisar a possibilidade de fazer com que aquela estrutura volte ao domínio do município, a exemplo do que ocorreu com a usina de Anaurilândia”, disseram.

As lideranças envolvidas no movimento pela reativação da planta frigorífica de Batayporã fizeram questão de afirmar ao Nova News que as providências que vem sendo tomadas não têm caráter pessoal ou político. 

“Tudo o que queremos é que a indústria volte a funcionar e a gerar empregos e, neste sentido, vamos tomar todas as providências necessárias e lutar de forma incansável para que aquela área cumpra sua função social. Quando ocorreu a doação do terreno, em 1989, foi sacramentado em lei que o objetivo da doação era beneficiar a população local e é isso que queremos”, finalizaram.

Nos últimos meses, em vários contatos feitos pela reportagem do Nova News, a assessoria da Minerva Foods tem sido enfática ao afirmar que a empresa “não tem a intenção de voltar a operar em Batayporã”, o que, em tese, justificaria a articulação para que outro grupo assuma as atividades na unidade.