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Batayporã recebe ação social sobre uso racional de medicamentos

Ação buscou conscientizar a população sobre o uso, armazenamento e o descarte corretos dos medicamentos

O município de Batayporã recebeu no último sábado (5), a ação social “Farmacêuticos em ação + Saúde para você”. A atividade marcou o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado anualmente em 5 de maio.

Realizada pela primeira vez no Município, a ação ocorreu simultaneamente em outras quatro cidades de Mato Grosso do Sul, sendo Campo Grande, Dourados, Jardim e Itaporã.

A atividade, voltada para a conscientização das implicações decorrentes do uso de remédios, foi realizada na Avenida Brasil, defronte a Feira Municipal do Produtor, e contou com o apoio do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS).

Quem passou pelo local pôde aferir a pressão arterial e realizar testes de glicemia capilar, além de receber orientações sobre o uso correto de medicamentos e atenção farmacêutica. Na ocasião, estava presente o delegado regional do CRF, Jundi Kawada, que esclareceu dúvidas da população e explicou que o uso indiscriminado de medicamentos sem a devida orientação pode causar mais danos do que benefícios, podendo levar ao agravamento de doenças e o mascaramento de sintomas, fazendo com que a doença evolua de forma mais grave.

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Atividade marcou o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos - Foto: Assessoria PMB

A coordenadora da ação em Batayporã, Alini de Oliveira Pereira, destacou a relevância da iniciativa. “Atividades como essa nos permite desenvolver a saúde pública, a humanização e desmistifica o farmacêutico como sendo apenas um comerciante, que antes de tudo são profissionais de saúde preocupados e interessados com a melhora e qualidade de vida da população”, enfatizou.

Dados - Os danos causados por medicamentos, além de graves, custam R$ 60 bilhões ao ano para o Sistema Único de Saúde – SUS. A cada real investido no fornecimento de medicamentos, o governo gasta cinco reais para tratar as morbidades relacionadas a medicamentos (MRMs). As mais onerosas são as causadas por reações adversas (39,3% dos gastos), pela não adesão ao tratamento (36,9%) e pelo uso de doses incorretas (16,9%). Metade dos casos poderia ser evitada com uma supervisão mais cuidadosa e efetiva dos tratamentos (UFRGS/2017).

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos pacientes com hipertensão, diabetes ou dislipidemias – em sua maioria, usuários de vários medicamentos –, não conseguem controlar suas doenças mesmo tendo diagnóstico e prescrição de médicos. Em outro estudo, o órgão apurou que 82% dos pacientes que utilizavam 5 ou mais medicamentos de uso contínuo o faziam de forma incorreta ou demonstravam baixa adesão ao tratamento. Um em cada três pacientes abandonou algum tratamento, 54% omitiram doses, 33% usaram medicamentos em horários errados, 21% adicionaram doses não prescritas e 13% não iniciaram algum tratamento prescrito.

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