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Batayporã – Tradicional “Festa de São Sebastião”, no Bairro Alegria, acontece dia 20 de janeiro

Evento contará com animação de PH Show

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Festa de São Sebastião é uma das mais tradicionais da região - Imagem: Arquivo / Acácio Gomes / Nova News

A comunidade católica do Bairro Alegria, no município de Batayporã, realiza mais uma Festa de São Sebastião, que, este ano, acontece no domingo (20). O evento é uma das festas rurais mais tradicionais da região e ocorre há mais de 40 anos.

Desde 2017, a comissão organizadora optou pela extinção da quermesse, que sempre ocorria no sábado à noite, e decidiu concentrar as festividades em apenas um dia, no caso o domingo, incluindo, além da parte social, a celebração na capela.

Portanto, no domingo (20), o evento começa às 10h, com celebração em honra a São Sebastião - presidida pelos ministros da Eucaristia, uma vez que o pároco, padre Everton dos Santos, está em viagem-, na sequência, será servido almoço com churrasco, frango assado, acompanhamentos e bebidas e, no período da tarde, ocorrem leilão e torneio de futebol suíço. Durante o almoço, os participantes irão curtir o melhor da música ao vivo com PH Show.

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Cantor e instrumentista Paulo Henrique (PH Show) animara o almoço - Imagem: Divulgação / PH Show

Toda a programação acontece nas dependências da Capela São Sebastião, localizada no Bairro Alegria, em Batayporã. A entrada é gratuita e as pessoas apenas pagam o valor dos produtos consumidos. Toda a renda obtida com a realização da festa será revertida para a capela que faz parte da Paróquia Santo Antônio de Pádua.

O santo*

São Sebastião, celebrado em 20 de janeiro, nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé. Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração.

A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.

Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas.

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Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte. À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura.

Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.

Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma. Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287.

Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.

As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro. (Com informações da Editora Paulus).

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