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Correios: Em primeiro dia de greve, 26 municípios de MS foram atingidos

Outras cinco cidades teriam confirmado adesão a partir desta quinta (12)

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Agência central dos Correios em Nova Andradina - Foto: José Almir Portela/Nova News

De acordo com o sindicato dos trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul, 26 municípios foram atingidos no estado no primeiro dia de paralisação. Trabalhadores de outras cinco cidades teriam confirmado adesão a partir desta quinta (12). A greve foi decretada em nível nacional por tempo indeterminado.

Em Nova Andradina, os trabalhadores aderiram à greve de forma parcial, funcionando com 50% do efetivo.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e manutenção dos direitos e cláusulas conquistadas ao longo de muitos acordos coletivos.

Segundo a presidente do sindicato no estado, Elaine Regina Oliveira, a greve afeta todas as unidades da federação e os sindicatos pretendem ampliar a paralisação. "Esta situação foi provocada pelo governo. A direção da empresa quer impor uma perda real em nosso poder aquisitivo, pois é isso que significa um reajuste abaixo da inflação, além de querer impor outras perdas, como no ticket alimentação e extinguir o vale cultura, entra outras questões. Por outro lado, o presidente da ECT, Floriano Peixoto, simplesmente não recebe as representações dos trabalhadores desde o início da negociação. Esta greve é um recado ao governo da insatisfação dos trabalhadores."

Elaine faz também um chamado aos trabalhadores que ainda não aderiram ao movimento. "A greve é um direito garantido na Constituição, é um último recurso contra a intransigência. Ninguém gosta de fazer greve, mas o governo nos empurrou para esta situação. Nos dois últimos anos os Correios tiveram um lucro de R$ 700 milhões, e isso é fruto do nosso trabalho. E o que propõe? Apenas arrocho salarial e retirada de direitos".

Os Correios entraram ainda na quarta-feira (11) com uma ação de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). De acordo com comunicado divulgado à imprensa, a empresa buscará uma solução que "não comprometa ainda mais a situação financeira" da estatal.(*Com informações do SINTECT-MS, e da Agência Brasil)

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