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Denúncia leva MP a investigar suposto desvio de doações à APAE de Batayporã

Presidente da instituição seria um dos pivôs da investigação e teria sido afastada do cargo; uma funcionária de confiança também foi arrolada no caso

Batayporã volta a estar no centro das atenções com mais um fato polêmico trazido à tona. Em meio a um caos generalizado, uma denúncia coloca em xeque uma das principais instituições filantrópicas existentes do município.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, o MP (Ministério Público) irá instaurar um inquérito para investigar um suposto mau gerenciamento de doações destinadas à APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Conforme apurado, a presidente Íris de Fátima Papacosta Takahashi, seria um dos pivôs da investigação e nos últimos dias teria sido afastada do cargo. Além da gestora, uma funcionária de confiança também estaria arrolada na denúncia.

Detalhando o teor da denúncia, a reportagem apurou que a instituição teria recebido doações da Receita Federal e as investigadas não estariam realizando a devida prestação de contas dos recursos angariados com a comercialização dos donativos.

Mesmo ainda nos bastidores, o assunto passou a gerar revolta na população. Como é de conhecimento de todos, a Apae vem enfrentando sérias dificuldades financeiras sem, inclusive, receber o repasse da Prefeitura Municipal a cerca de seis meses. No vermelho, a instituição estaria com salários de funcionários atrasados sobrevivendo apenas de doações da comunidade.

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Instituição não estaria realizando a devida prestação de contas das doações recebidas - Foto: Nova News

Versão dos fatos

O Nova News manteve várias tentativas para ouvir Íris Takahashi e não obteve êxito. O cargo da investigada passou a ser ocupado pela vice-presidente, Aparecida Isabel Maran Gomes, que também procurada pela reportagem, preferiu não se manifestar afirmando que a questão levantada está sob a responsabilidade do setor jurídico e apenas nesta semana poderia dar algum esclarecimento.

Procurado também pela reportagem, Ladislau Siqueira, conselheiro regional da Federação das APAEs do Estado que seria um dos intermediadores da decisão, detalhou que o caso passou a ser acompanhado pela instituição após uma denúncia de suposto desvio de doações. Apurando os fatos, ele disse que foi realizada uma reunião com a diretoria executiva da Apae de Batayporã e a princípio não há irregularidades que comprovem a prática.

“Na reunião, a presidente apresentou os comprovantes de venda dos produtos comercializados através das doações recebidas pela Receita Federal. A única constatação verificada que pesa na denúncia é a não regular prestação de contas a cada bazar realizado que, segundo afirmado, ainda seria apresentada posteriormente ao fim de toda a venda”, explicou Siqueira. Conforme o conselheiro, o afastamento da presidente e da funcionária se deu por motivo de resguardá-las até a apuração final dos fatos pelo MP.

Por telefone, a reportagem conversou com o presidente da Federação das APAEs do Estado, com sede na Capital, Ottão Pereira de Almeida, que não quis aprofundar o caso até que a apuração termine dentro de um prazo de cerca de 30 dias. 

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