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Em meio à crise histórica na saúde, médicos devem parar atendimento em Batayporã

Falta de pagamento seria a motivação do desligamento de dois profissionais que atuam no município

Com seu único hospital fechado a cerca de dois anos, a população de Batayporã começa a viver mais um drama nos últimos dias. O motivo é que dois médicos devem parar o atendimento prestado ao município devido à falta de pagamento por parte do Executivo.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, um dos médicos, Bruno Fernandes, que atende no pronto atendimento, já anunciou sua paralisação. O profissional de saúde lamentou, através das redes sociais, a tomada da decisão. Um grupo de moradores da cidade realizou na última semana um manifesto pedindo a permanência do profissional.

Um munícipe, que pediu para ter o seu nome preservado, disse que o médico presta um excelente serviço para a comunidade, porém, o mesmo não pode ficar trabalhando sem receber. “É uma vergonha nós perdermos o Dr. Bruno por falta de pagamento. Me coloco no lugar dele , pois ele tem a família para tratar e não pode trabalhar de graça “, desabafou.

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População começou a viver mais um drama nos últimos dias com atraso salarial do Executivo – Foto: Divulgação/PMB

Nesta terça-feira (03), a reportagem ainda apurou que outro médico, que atende em uma unidade ESF (Estratégia de Saúde da Família), já teria também procurado a Secretaria de Saúde hoje pela manhã para tentar dialogar com a gestora da pasta e tentar um acordo de quitação de seus vencimentos. Sem sucesso, o médico teria também anunciado o desejo de deixar o posto de atendimento.

Posicionamento da Secretaria de Saúde

Procurada pelo Nova News, a secretária municipal de Saúde, Marcela Leite, expôs que tem ciência de apenas um profissional que pretende se desligar do quadro de pessoal da Prefeitura. Conforme detalhado, o médico Bruno Fernandes pediu a rescisão do contrato de trabalho, alegando não conseguir cumprir a carga horária devido à implantação do ponto eletrônico no município.

Rebatendo as duras críticas em que foi vítima no manifesto, a secretária afirmou que de fato há vencimentos em atraso, assim como para os servidores de modo geral no município. “O fato de os salários não estarem em dia não justifica o que estão fazendo. Chegar ao ponto de desacatar alguém com palavras de baixo calão não é o correto. De fato passaram dos limites em uma situação que não é como pensam. Estão em aberto os vencimentos de maio e junho para que trabalha nas ESFs. Os salários do pronto atendimento estão em dia”, pontuou Marcela.

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