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Exame descarta H1N1 e confirma influenza B em aluno internado no CTI em CG

Aluno, de 19 anos, da Escola Municipal Carlos Vilhalva Cristaldo,  internado na semana passada com suspeita de H1N1, foi diagnosticado com influenza B. O jovem está no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do HU (Hospital Universitário) - Maria Aparecida Pedrossian em Campo Grande.

Segundo a assessoria de comunicação do hospital, o jovem foi hospitalizado na última quarta-feira (31). O paciente respira com ajuda de ventilação mecânica. O estado de saúde é grave e inspira cuidados. 

 A situação do aluno preocupou professores e educadores que tiveram contato com o jovem. Os funcionários destacaram a falta de imunização.  Uma determinação judicial diz que a Prefeitura deve disponibilizar vacinas aos profissionais, no entanto, a ordem não foi cumprida. A assessoria de comunicação da Prefeitura, frisa que ainda não há novidade sobre essa questão.

Na sexta-feira (2), a Semed (Secretaria Municipal de Educação) solicitou que uma equipe da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) fosse à escola. Profissionais da Unidade de Resposta Rápida da Sesau foram ao local para orientar funcionários, professores e alunos sobre os cuidados, possíveis sintomas e diferença entre resfriado, gripe e síndrome respiratória grave. 

Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que desde janeiro de 2016, 91 pessoas morreram de influenza. Deste total, 87 foram vítimas de H1N1, uma de influenza A não subtipado e outras três de influenza B.

Em Campo Grande são 25 mortes por H1N1 desde o início deste ano. O caso de influenza A não subtipado e uma das mortes por influenza B, registradas pelas SES, ocorreram na Capital. 

Influenza -  Influenzas são infecções do sistema respiratório que se iniciam com febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. Uma das suas maiores complicações é a pneumonia. 

Existem três tipos de influenza, A, B e C, sendo que as maiores diferenças entre elas estão nos hospedeiros do vírus e o seu potencial de causar epidemias. O vírus do tipo B é hospedado apenas em humanos.

O vírus influenza é transmitido por meio do ar, ou seja, quando uma pessoa com a infecção tosse, espirra, ou até fala, alguém que está perto pode acabar contraindo a doença. Quem está com o vírus é mais propenso a propagá-lo desde um pouco antes dos sintomas aparecerem até cinco dias depois do seu início. Crianças ou adultos nos grupos de risco para complicações da influenza B podem transmitir o vírus por mais tempo, cerca de dez dias.

Sintomas, diagnóstico e tratamento - Os primeiros sinais e sintomas da influenza B costumam aparecer 24 horas depois do contágio, entre eles: febre alta (acima de 38 °C); dores musculares; dor na garganta; dor de cabeça; tosse; espirro; fraqueza; coriza; congestão nasal; náuseas, vômitos e diarreia. Além desses sintomas a pessoa passa a sentir também falta de ar, dificuldade para respirar, é necessário procurar ajuda médica o quanto antes, pois é um sinal de complicação do quadro.

O diagnóstico só é feito com exame laboratorial específico. Normalmente, nestes casos, é colhido uma amostra de secreção da garganta do paciente, que através da análise em laboratório é possível identificar o vírus que está causando o problema.

Em pacientes com um agravamento dos sintomas, ou quando ele está no grupo com maior risco de desenvolver complicações, o tratamento deve ser iniciado de acordo com a indicação médica mesmo antes do resultado do exame. O tratamento deve ser indicado pelo médico. 

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