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Funcionários da Energisa/Enersul de Nova Andradina aderem à greve 

Na manhã desta quinta-feira (04), os funcionários empresa Energisa/Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul), iniciaram uma greve que segue até sexta-feira (05). Todas as atividades estão paralisadas em Nova Andradina. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Comércio de Energia de Mato Grosso do Sul (Sinergia-MS) em Nova Andradina, João Oliveira Mendes, as reivindicações são de manutenção dos direitos adquiridos, tíquete alimentação de 8%, participação nos lucros e resultados da empresa e o ganho real nos salários, assim como tem sido os últimos anos.

 

João Oliveira disse ao Nova News, que o grupo Energisa pretende terceirizar os trabalhos realizados no Mato Grosso do Sul. “Os principais objetivos desta greve são manter os postos de trabalho no Estado, conquistar o ganho real em nossos salários, coisa que a empresa se nega a realizar, e, acima de tudo, manter os nossos direitos adquiridos ao longo de muitos anos de luta”, desabafou o sindicalista.

Imagem: Germino Roz/Nova News

Ainda segundo João Oliveira, cerca de 99% da classe aderiu a greve em Nova Andradina. "Nós estamos com 1% de funcionários no plantão que atuarão em caso de emergência, mas todos os funcionários comungam do mesmo pensamento”, explicou ele. Na manhã desta quarta-feira, os servidores se reuniram em frente ao escritório da empresa, onde foram fixados cartazes sobre a paralização.

No Estado

Segundo o Campo Grande News, quase 1.000 funcionários da concessionária Energisa/Enersul em todo Estado entraram em greve. A paralisação tem tempo determinado de dois dias, mas caso as negociações não avancem a greve pode ser estendida por tempo indeterminado, avisaram os sindicalistas.

O Sinergia-MS representa os 3 mil funcionários que atendem a Enersul, sendo 1.100 funcionários da empresa. Os outros são os terceirizados, que não estão em greve. Seguindo a determinação legal, 30% dos funcionários da concessionária permanecem trabalhando.

De acordo com o diretor da Sinergia-MS, Dilson Ricartes de Oliveira a greve é para manter as conquistas da categoria, como ticket alimentação, e garantir ganho real (reajuste salarial acima da inflação) aos funcionários. Ele garantiu que a população não será prejudicada com a paralisação e que os funcionários que permanecem trabalhando garantem a manutenção do fornecimento de energia elétrica.

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