Buscar

Governador reafirma que vai descontar dia não trabalhado de manifestantes

Azambuja afirmou que os professores da rede estadual que não deram aula nesta quarta-feira (15) para participar dos protestos contra a reforma da Previdência terão o dia descontado

Luciene Carvalho – Redação Nova News

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), voltou a afirmar que vai descontar o dia não trabalhado do salário de professores da rede estadual, que não deram aula nesta quarta-feira (15) para participar dos protestos contra a reforma da Previdência, dentro de uma manifestação em nível nacional. Além disso, ressaltou que a discussão no âmbito federal não afeta os planos para a reforma previdenciária dos servidores sul-mato-grossenses.

Segundo informações do site Campo Grande News, Azambuja destacou que vai fazer o corte no ponto de grevistas. “Já tinha avisado que iria cortar o ponto e vai ser feito isso”, disparou Reinaldo, durante agenda pública, na manhã desta quinta-feira (16). “É legítima qualquer manifestação, mas não uma paralisação que prejudica os alunos. Cumprimos religiosamente nosso compromisso com os pagamentos em dia. Além disso, temos o melhor salário do país”.

Ele diz esperar que a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) reveja a paralisação e que os professores retornem às aulas.

Reinaldo Azambuja concedeu entrevista durante agenda pública na manhã desta quinta (Imagem: Mayara Bueno)
Leia também
  • Nova Andradina - Trabalhadores protestam contra a reforma da Previdência

Nesta quarta-feira (15), protestos contra a reforma da Previdência ocorreram em todo o Brasil. Profissionais de diversos setores fizeram parte dos protestos, encabeçado principalmente pelos da área da educação. Poucas escolas da rede estadual mantiveram normalmente as aulas.

Reinaldo diz que não entra no mérito das manifestações, mas que vê a questão da reforma da Previdência como algo necessário, tanto em Mato Grosso do Sul como no País. “A Previdência do que jeito que está não dá para continuar”, defende. A forma como a reforma previdenciária para os servidores estaduais ainda está sendo está em fase de estudos pela Ageprev-MS (Agência de Previdência do Mato Grosso do Sul), conforme Azambuja. Ele salienta que a discussão nacional não vai afetar nos planos para a reforma local, que deve ser enviada ao Legislativo até o fim deste mês.

“Precisamos de um equilíbrio na previdência. A taxa de natalidade está menor, enquanto a expectativa de vida está maior, o que causa um desequilíbrio. É necessária uma revisão previdenciária em todo país, assim como vamos encaminha mudança aqui em MS, independente do avanço da discussão nacional. Senão, daqui a alguns anos, não conseguiremos pagar”, finaliza Reinaldo.

Na manhã desta quarta-feira (15), dezenas de trabalhadores de várias categorias, em destaque da educação, saíram às ruas de Nova Andradina em protesto contra a reforma da Previdência. 

(com informações do site de Campo Grande News)

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.