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Grupo de direitos humanos cobra discussão sobre destino de famílias

TJ deu liminar suspendendo reintegração de posse envolvendo em torno de 400 famílias

Maioria das família permanece na favela Cidade de Deus, próximo ao lixão (Foto: Foto: Marcos Ermínio)
Após decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) suspender a remoção de famílias da favela Cidade de Deus, nas proximidades do lixão de Campo Grande, integrantes da Comissão de Justiça e Paz, formada por instituições ligadas aos direitos humanos, querem uma resposta do município sobre o futuro dessas famílias.

A liminar foi concedida na tarde da ultima quinta-feira (10) pelo desembargador Paulo Alberto de Oliveira.

De acordo com a defensora pública Olga Lemos Cardoso, ainda nesta sexta-feira (11) uma petição será encaminhada à Prefeitura pedindo uma audiencia pública para discutir o destino das famílias, principalmente das que já foram deslocadas para o bairro Vespasiano Martins.

A decisão foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada na sede do Instituto Veredas da Fé, no bairro Jardim São Bento, em Campo Grande. A instituição é uma dos integrantes da Comissão de Justiça e Paz, junto com o CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) Marçal de Souza, entre outras.

"O poder público não poderia retirá-los de um local, onde já estão acomodados, e levá-los para outro sem nenhuma estrutura. Agindo desse jeito, a pefeitura está destruindo uma favela e construindo outra", afirmou a defensora.

A remoção começou na segunda-feira (7). Cerca de 30 de um total de 390 famílias já estão no novo local.

Procurada pelo Campo Grande News, a Prefeitura Municipal, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que só poderá se manifestar após conversar com a Procuradoria-Geral do Município. O procurador-geral, Denir Nantes, foi procurado por telefone, nesta tarde, para falar sobre o assunto, mas não atendeu as ligações.

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