Sexta, 13 de Dezembro de 2019
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Hashioka voltou a cobrar que médicos cumpram carga horária

Secretário adiantou que serão instalados relógios de ponto nos ESF’s e no HR

Na manhã desta quinta-feira (24), o prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka (PMDB) voltou a tecer críticas aos médicos lotados no município que, segundo ele, não cumprem a devida carga horária com relação ao atendimento à população. O pronunciamento ocorreu durante evento realizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde Hashioka fez uma avaliação sobre os pontos positivos e negativos feitos pela população com relação ao seu governo.

O prefeito desabafou sobre os problemas relacionados à saúde em Nova Andradina, como a suposta falta de médicos, medicamentos e exames. "Nós pagamos cerca de R$ 420 mil por mês aos médicos ligados ao Hospital Regional, mais outros R$ 400 mil aos médicos da Secretaria de Saúde. Ao todo, são cerca de R$ 900 mil ao mês com médicos, porém a população ainda reclama da falta desses profissionais. Parece que os desafios da saúde não tem fim”, afirmou.

Prefeito disse que "perdeu o sono" na tentativa de otimizar atendimento na saúde (Foto: Márcio Rogério/Nova News)

Hashioka disse ainda que, na manhã desta quinta-feira (24), entrou em contato pessoalmente com o secretario de saúde, Silvio Senhorini, para tratar de problemas relacionados ao horário de trabalho dos médicos. Em Outubro de 2013, durante solenidade de inauguração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o prefeito já havia mostrado seu desconforto em relação a alguns profissionais da medicina que não estariam cumprindo sua carga horária. Na oportunidade, o prefeito disse que ele teria procurado os médicos nos ESFs e alguns, segundo ele, não foram encontrados nas unidades.

Também nesta quinta-feira (24), Senhorini disse, por telefone, ao Nova News, que, para tentar solucionar o problema, a Administração Municipal adquiriu relógios de ponto que deverão ser instalados nos próximos dias para monitorar a entrada e saída dos profissionais que deverão cumprir a carga horária estabelecida conforme o contrato de trabalho. O secretário disse ainda que os casos são pontuais e que a situação não deve ser generalizada. “Temos excelentes profissionais que cumprem seu papel e, às vezes, fazendo além de suas obrigações”, pontuou. 

Senhorini disse que é preciso entender que médicos também ficam doentes e sofrem com problemas de ordem particular. Segundo ele, algumas ausências são justificáveis.

Secretário diz que são poucos os casos de médicos faltosos (Foto: Márcio Rogério/Nova News)

Hospital Regional

A mesma reclamação também é compartilhada pelos diretores recém-exonerados do HR. Fábio Judacewski, e Leide Espíndola disseram que existem profissionais exemplares a serviço da comunidade, porém outros, deixam a desejar. 

 

"Nossa saída do HR é sim porque tivemos um convite melhor para atuar em Dourados, mas algumas desavenças com médicos acelerou esse processo de saída. Não aguentávamos mais ter que pedir a esses profissionais que cumprissem seus horários de serviço", disse Leide. 

Os ex-diretores enfatizaram que a atual administração sempre esteve voltada a atender as necessidades do Hospital Regional e que não há nenhuma reclamação a ser considera ao prefeito. "Recebemos do Hashioka todo o apoio possível e temos certeza que se fosse por ele, continuaríamos aqui", finalizou Judacewski. O Nova News apurou que, apesar de ser uma entidade pertencente à Fundação de Saúde de Nova Andradina (FUNSAU-NA), o HR também receberá um relógio de ponto para registrar o período de trabalho de seus profissionais.

Avaliação

De acordo com o prefeito, a avaliação, realizada no mês de março, coletou informalmente dados juntos aos munícipes. Segundo o levantamento, das pessoas que teceram críticas à Administração Municipal, grande parte se referiu aos atendimentos ligados à saúde. "Quando decidi governar Nova Andradina pela terceira vez, pensei na grande honra. Logicamente, sabia que teria desafios e que o maior deles seria fazer algo melhor, diferente e que resultasse em uma avaliação ainda mais positiva do que as obtidas em mandatos anteriores”, disse o prefeito, ao afirmar que “perdeu o sono” ao imaginar uma solução para a questão.

Em rápida explanação, Hashioka lembrou que nos mandatos passados foram construídas mais de 800 casas populares, várias unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), Centro de Especialidades Médicas (CEM), a antiga Escola Agrotécnica, onde funciona o IFMS, Centro de Saúde e entregou a cidade com mais de 80% de área asfaltada, além de inúmeras outras obras. “Tudo isso é avaliado pela população como um ponto forte, porém, na questão saúde, mesmo com investimento de cerca de R$ 2,5 milhões por mês, as reclamações prosseguem”, lamentou o prefeito. 

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