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MEC aponta que seis em cada dez professores já sofreram agressões em Nova Andradina 

Docentes do município relataram ao MEC ofensas e agressões físicas em sala de aula

Questionário dos professores enviado ao MEC (Ministério da Educação) revela que seis em cada dez professores das escolas públicas de Nova Andradina já sofreram agressões verbais dos próprios alunos e 4% dos docentes relataram que já apanharam dos estudantes na sala de aula.

As informações estão presentes no questionário Prova Brasil, que aponta que os casos de violência ocorreram tanto nas escolas municipais como nas estaduais, no 5° e 9° ano.

De acordo com o documento respondido por 57 professores da cidade, 64% deles relataram terem sido ofendidos pelos alunos. Quarenta e nove por cento dos docentes já flagraram estudantes xingando funcionários das escolas. E quando o assunto é levado entre os próprios alunos, a situação piora: 52% dos professores afirmaram que presenciaram agressões verbais entre estudantes.

Imagem: Divulgação/Internet

Vítimas em um nível mais grave de violência, 4% dos professores nova-andradinenses disseram ao MEC que já sofreram agressões físicas nas escolas da cidade. O questionário mostra também que 32% dos profissionais da educação viram trocas de socos e brigas entre os alunos.

Ainda, 5% dos professores declararam que já presenciaram alunos sob o efeito de álcool e drogas em sala de aula.

Todas as vezes que a Prova Brasil é aplicada nas escolas os professores do 5º e 9° ano são entrevistados para a realização do levantamento.

Para o sociólogo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e professor, Márcio Paula Leite, as situações constatadas pelo questionário podem ser explicadas pela precariedade do ensino e a ausência dos pais na formação dos filhos.

Segundo o especialista, pais têm “privatizado” o convívio social dos filhos e esse fator, na visão dele, é “um convite” à violência. “Os alunos de classe média, com maior frequência, sentem a falta dos pais nas atividades cotidianas. A maioria dos pais está despreocupada com o ensino dos filhos”, avaliou. O sociólogo analisou ainda que há uma “limitação do ensino”, evidenciando o distanciamento da escola às realidades sociais dos alunos.

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