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Mesmo com alerta de epidemia em MS, Nova Andradina não registra novos casos de gripe

Município ainda mantém os dois casos registrados em maio em que pai e filha foram diagnosticados com H3N2

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Novos casos notificados em julho não tiveram confirmação - Foto: Ilustração

Com 26 mortes registradas desde janeiro, Mato Grosso do Sul continua em alerta com a incidência de novos casos de gripe. Mesmo com maior número no Estado, a doença está sob controle em Nova Andradina que é uma das 17 cidades impactadas com a circulação dos vírus transmissores.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso junto à Secretaria Municipal de Saúde, novos casos suspeitos chegaram ser notificados em julho que não tiveram posteriormente confirmação. Conforme a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Tatiana Rovani Pacito, o município ainda mantém os dois casos registrados no mês de maio em que pai e filha – uma bebê à época com 8 meses de idade – foram diagnosticados com H3N2.

Os números do último boletim epidemiológico apontam que o Estado tem hoje 72 casos confirmados de Influenza A H1N1, 36 de Influenza A não subtipado, 125 de Influenza A H3N2 e 19 de Influenza B.

Detalhadas as mortes, 10 foram H1N1, 10 A/H3 sazonal, 4 Influenza A não subtipado e 2 de Influenza B. Os óbitos por H1N1 foram registrados em Alcinópolis (1), Campo Grande (4), Chapadão do Sul (1), Costa Rica (1), Coxim (1), Dourados (1), Nioaque (1) – H3N2/SAZONAL: Aquidauana (1), Campo Grande (7), Naviraí (2) – INFLUENZA B: Campo Grande (2), e; - INFLUENZA “A” NÃO SUBTIPADO: Campo Grande (1), Costa Rica (1), Coxim (1) e Três Lagoas (1). O total é de 26 casos.

Conforme o boletim divulgado nos últimos dias, mais duas pessoas foram diagnosticadas com o vírus Influenza A H1N1 em Mato Grosso do Sul. A boa notícia é que nenhum óbito foi registrado.

Relembrando

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza que provoca febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e mal estar. A maior gravidade da infecção pelo vírus influenza são as complicações como pneumonias, dificuldades respiratórias que podem levar à internação e até mesmo ao óbito.

O antiviral Oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, está disponível em todo o Estado gratuitamente, e o seu uso no início dos primeiros sintomas da gripe é fundamental para prevenir o agravamento dos casos. Porém, existem critérios pré-definidos pelo Protocolo de Tratamento de Influenza que devem ser seguidos.

Atenção aos sintomas: febre, tosse, dor de garganta e dores nas articulações, musculares ou de cabeça. É fundamental ao apresentar esses sinais, principalmente pacientes com comorbidades, procurar atendimento no início dos sintomas favorecendo o tratamento oportuno (em até 48 horas).

O tratamento pode ser prescrito tanto por médicos do SUS como particulares, com a dispensação, sem custos, garantida pela rede pública.

Uma ação fundamental para diminuir a circulação dos vírus da gripe é a adoção de hábitos simples:

- Higienizar as mãos com frequência;

- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

- Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

- Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social;

- Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com

aglomeração;

- Evitar visitas a hospitais;

- Ventilar os ambientes

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