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Mesmo com dificuldade, o amor prevalece e Mundo Pet segue resgatando animais das ruas de Nova Andradina

Voluntários resgatam em média 5 animais por semana

Foto: Arquivo pessoal

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Criado há aproximadamente 5 anos, o Mundo Pet atua diretamente na melhoria e defesa da vida dos animais que são abandonados em Nova Andradina.

O grupo voluntário surgiu a partir da iniciativa de quatro amigos, que atuavam com poucos recursos na defesa de animais em situação de vulnerabilidade. Com o tempo, a causa foi ganhando cada vez mais força e agora conta com aproximadamente 150 pessoas, além de voluntários indiretos que doam desde dinheiro, serviços, alimentação e remédios.

Com o auxílio das redes sociais, muitos animais que saíram das ruas através dos resgates, voltaram para suas casas ou foram adotados.

Agora com a demanda e fortalecimento do trabalho desenvolvido, o grupo já começa a tomar forma e iniciar o processo de legalização para que se torne uma ONG (Organização Não Governamental).

“Após nos tornarmos uma ONG, o próximo passo é adquirir um abrigo para nossos animais. Também é nosso objetivo desenvolver políticas de proteção e controle, pois, entendemos a importância desse trabalho”, disse a protetora Cláudia Nabarro Paiva ao Nova News.

Em média, o Mundo Pet resgata semanalmente 5 animais de rua. Após localizarem esses bichinhos, os voluntários tentam encontrar o dono ou arrumam lares temporários ou definitivos. Todas as adoções são feitas de forma responsável.

“Muitas vezes o animal fica doente e o dono não quer ou não pode pagar pelo tratamento veterinário e acaba abandonando-o em terrenos baldios e lugares desertos,” lamentou a protetora.

Umas das maiores dificuldades que os protetores enfrentam é encontrar abrigos temporários para esses animais. “Muitas vezes não temos onde abrigar o animal, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) acolhe os animais que apresentam doenças e precisam de cuidados, mas quando ele está saudável ou foi vítima de algum mau-trato, não temos lugar para deixar e prestar os primeiros atendimentos,” afirmou.

Segundo a protetora, outro problema que afeta o grupo é a falta de apoio das autoridades, “muitas vezes encontramos dificuldade na questão do apoio ao resgate, colocando nossas vidas em risco, pois, dependemos da Polícia e do Corpo de Bombeiros para que possamos realizar nosso trabalho com segurança. Já ouvimos de algumas autoridades que não atenderiam o caso, por se tratar de um cachorro”.

Ainda de acordo com Cláudia, os casos de maus-tratos aos animais são mais frequentes do que podemos imaginar, sendo que em alguns casos, eles são espancados até a morte.

Esses casos devem ser denunciados, de acordo com a lei 9.605/98 art. 32 que prevê como crime “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”

Atualmente o grupo é administrado por Danilo Bueno, Cláudia Nabarro Paiva, Rodrigo Paiva, Daniele Aragão, José Guilherme Moreno, Cássia Carneiro, William Carvalho, Thais Assunção Heep, Daiana Bittencourt, Karine Castro e Jones Heep.

“O Mundo Pet presta serviços para aqueles que não conseguem falar o quanto sentem dor e medo, é por eles que estamos aqui,” finalizou Cláudia.

Os interessados em ajudar a causa ou adotar um animal podem contatar o grupo através da página no Facebook.

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