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Ministério Público - Asilo de Ivinhema deve celebrar contrato junto a idosos ou suas famílias

Não acatamento da recomendação autoriza o MP-MS a adotar as medidas judiciais cabíveis

Imagem: Reprodução / Arquivo / Ativa FM

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MP-MS), por meio da promotora de Justiça, Juliana Martins Zaupa, recomendou ao Conselho Municipal do Idoso do Município de Ivinhema (CMDI) e Asilo São Francisco de Assis que adote medidas, como assinatura de contratos com os idosos ou suas famílias no momento da internação.

Para fazer a recomendação, a promotora de Justiça levou em consideração a notícia de que o Asilo São Francisco de Assis, entidade que presta serviços de forma filantrópica, não estaria efetuando nenhum tipo de contrato com o idoso ou sua família. De acordo com a recomendação, todas as entidades de longa permanência são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada, consoante intelecção dos artigos 35 e 50 do Estatuto do Idoso.

Já o CMDI tem o dever de supervisionar, acompanhar as ações e políticas públicas voltadas aos idosos, bem como o dever de estabelecer a forma de participação do idoso no custeio da entidade de atendimento, que não poderá exceder a 70% de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso.

Diante das irregularidades, o MP-MS recomenda ao Conselho Municipal do Idoso do Município de Ivinhema que discipline, no prazo de 30 dias, a forma de participação do idoso no custeio de entidade filantrópica nos moldes prescritos no § 2º do art. 35 da Lei 1741/2003 e resolução nº 33, de 24 de maio de 2017, do Conselho Nacional do Idoso, seguindo os modelos disponibilizados na referida resolução.

Ao Asilo São Francisco de Assis que, em até 30 dias da regulamentação pelo CMDI, realize contrato com todos os idosos e/ou as respectivas famílias, regularizando a situação fática existente, assim como efetuem plano de gestão dos benefícios recebidos, respeitando-se os limites legais, e mantenham a devida prestação de contas, de maneira minuciosa, contendo todas as contribuições e despesas pagas de maneira individualizada.

A Promotora de Justiça estabelece o prazo de 40 dias para que o CMDI e o Asilo São Francisco de Assis informem, por escrito e de forma fundamentada, se adotarão ou não a recomendação expedida. O não acatamento autoriza o MP-MS a adotar as medidas judiciais cabíveis, de cunho cível e penal e por ato de improbidade administrativa, autorizando, inclusive, o bloqueio de valores, se necessário. (As informações são do MP-MS).

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