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Missa e carreata marcam Festa dos Caminhoneiros em Nova Andradina

Evento ocorreu em honra a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas

Imagem: José Almir Portela / Nova News

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Neste domingo (28), a celebração de uma santa missa e a realização de uma carreata marcaram a 15ª Festa dos Caminhoneiros, realizada em honra a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, celebrado oficialmente pela Igreja Católica em 25 de julho.

Logo pela manhã, foi realizada celebração da Santa Missa nas dependências do Santuário Imaculado Coração de Maria e, em seguida, uma carreata pelas ruas da cidade com a imagem do santo.

O grande número de veículos pesados trafegando pelo centro da cidade chamou a atenção da população. Na sequência, a comitiva se dirigiu para o Tatersal de Leilões de Nova Andradina, onde foi realizado almoço.

Imagem: José Almir Portela / Nova News

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São Cristóvão*

O verdadeiro nome de Cristóvão era Réprobo e pouco se sabe sobre a sua origem. Diz-se que ele era um homem muito alto, forte, da linhagem Cananéia e por conta disso, sua profissão era ser um guerreiro. Graças ao seu porte físico, não havia um que o vencesse. Sua presença quase sempre era sinônimo de vitória.

Mas algo um dia perturbou a mente de Cristovão. Enquanto servia o Rei de Canaã, se deu conta que ele deveria trabalhar para o maior rei de todos, o mais poderoso, e saiu em busca dessa figura. Encontrou um rei mais forte e passou a servi-lo.

Em uma das festas do reino, durante uma festa, algumas cantigas e canções estavam sendo cantadas para o rei e continham em sua letra citações ao demônio. Toda vez que era citado, o rei fazia o sinal da cruz. Intrigado, Cristovão perguntou ao rei do que se tratava aquele sinal e ele disse que era uma proteção contra qualquer má intenção ou coisas ruins vindas daquela figura. Sendo assim, Cristovão concluiu que o demônio era mais poderoso que o rei e por isso devia servi-lo.

Saiu em mais uma jornada atrás de seu novo “mestre” e durante sua caminada por um deserto o encontrou. Enquanto caminhavam juntos, Cristovão notou que o demônio ao avistar uma cruz, desvio o caminho e percorreu uma distância muito maior afim de não passar perto dela. Cristovão, intrigado, questionou o demônio que confessou:“Houve um homem chamado Jesus Cristo que, por meio de Sua morte na Cruz, trouxe a salvação para a humanidade, e quando vejo Seu sinal, fico apavorado e fujo dele”.

Na mesma hora, Cristovão entendeu que era a Jesus Cristo era mais poderoso e por isso saiu em uma busca incansável ao seu novo Senhor. Durante a caminhada, encontrou um senhor e perguntou como poderia encontrar Jesus Cristo. O velho eremita disse que ele deveria jejuar e orar, mas Cristovão disse que não seria possível. Sendo assim, o eremita pediu que ele se instalasse a beira de um rio que existia ali perto, de travessia dificil, para ajudar a todos que quisessem passar por ele e por amor a Jesus Cristo iniciou a sua missão.

Imagem: Reprodução

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Dia e noite ajudava as pessoas a atravessar o rio, até que em uma noite escutou uma criança chamá-lo para ajudá-la a atravessar a margem do rio. Cristovão colocou a criança nos ombros e iniciou a travessia. A criança era tão pesada que Cristovão, mesmo forte, temeu se afogar e por várias vezes pensou estar carregando o mundo nas costas. 

Ao deixar a criança do outro lado do rio, comentou sobre o seu peso e eis que teve a sua revelação: “Bom homem, respondeu-lhe o menino, não te espantes, pois não só carregaste o mundo inteiro como também o dono do mundo. Eu sou Jesus Cristo, o Rei que estás a servir neste mundo, e, para que saibas que digo a verdade, põe teu cajado no chão junto à tua casa e amanhã verás que ele estará coberto de flores e de frutos”.

O milagre do cajado de São Cristovão

Depois desse dia, Cristovão partiu para Lícia ao encontro de cristãos que estavam presos. Quando foi descoberto, apanhou muito de seus perseguidores e quando todos achavam que ele seria derrotado, jogou o seu cajado no chão pedindo a Jesus Cristo que o florisse novamente. E assim aconteceu, diante de mais de 8 mil pessoas.

Imediatamente Cristovão foi levado ao rei, que tentou de todas as maneiras fazer com que desistisse e renunciasse a sua fé mas ele permanceu inabalável. Sua fé era tão forte quanto o seu corpo. O rei ainda tentou fazê-lo pecar, mas foi em vão. Depois de várias tentativas, o rei mandou executá-lo e Cristovão morreu decapitado.

Após esse episódio, a fama de Cristovão espalhou-se muito rapidamente atingindo assim mais e mais devotos ao longo do mundo.

O padroeiro dos motoristas

Após o episódio da criança no rio, Réprobo assumiu o nome de Cristovão (carregador de Cristo) e por isso é considerado o padroeiro dos motoristas, condutores e viajantes já que um dia carregou o menino Jesus nos ombros.

Sua imagem representa exatamente esse momento: o menino Jesus em seus ombros e o cajado na mão. (*Com informações do site Nossa Sagrada Família).

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