Publicado em 17/03/2016 às 10:31, Atualizado em 26/04/2017 às 15:51

Moradores exigem retirada do tráfego de caminhões da Avenida Ivinhema 

Abaixo-assinado foi realizado e será encaminhado para o prefeito Hashioka 

Germino Roz, Redação Nova News

Imagens: Divulgação/Moradores

Os veículos pesados que cruzam Nova Andradina por meio da Avenida Ivinhema estão causando preocupação e revolta aos moradores daquela região. Nesta quarta-feira (16), um advogado identificado como César da Silveira Alvarenga, se apresentou na redação do Nova News como porta voz dos moradores. O intuito do grupo é coletar assinaturas que serão encaminhadas à Prefeitura Municipal nos próximos dias, como forma de cobrança por uma solução para o fim do tráfego de carretas e caminhões por aquela região da cidade.

Segundo o advogado, pelo menos oito escolas estão localizadas nos arredores da Avenida Ivinhema, sem contar as unidades médicas. César explica que a população está cansada de esperar por uma solução e deseja um parecer do Executivo Municipal, explicando como está o andamento e quando será a finalização do anel viário, responsável por absorver o tráfego desses veículos, que hoje não encontram outra saída, se não cruzarem o perímetro urbano de Nova Andradina.

“Aquela pessoa que quiser confirmar o motivo pelo qual estamos reivindicando essa pauta, basta ir até a Avenida Ivinhema e permanecer por alguns momentos nas imediações dessas oito escolas que lá estão instaladas. As crianças precisam driblar os veículos pesados para atravessar a avenida e chegar ao seu destino. Esse problema precisa ser solucionado o quanto antes, a população não aguenta mais esperar”, disse César, ao afirma que a intenção do movimento é evitar que a passagem dos veículos de grande porte continue e gerar transtornos e riscos de graves acidentes.

Prefeitura Municipal

O Nova News entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Nova Andradina, que emitiu um parecer sobre o caso. Confira a nota na íntegra: 

A primeira alça do contorno rodoviário foi inaugurada em 2008, durante a segunda gestão do prefeito Roberto Hashioka à frente da Prefeitura, que também deixou encaminhado o trecho referente à segunda alça, responsável pela conexão da MS-276, na saída para Ivinhema, até a MS-134, na saída para Batayporã. Para a conclusão da referida alça, o Governo Municipal, nesta atual gestão, intensificou as tratativas com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), para viabilizar a liberação dos recursos necessários. Vale destacar que, apesar do trecho não pavimentado, a via ainda era utilizada, desviando o tráfego pesado da região central da cidade. Entretanto, por conta dos altos índices pluviométricos decorrentes das fortes chuvas registradas no primeiro bimestre 2015, a galeria celular tripla de concreto existente no trecho sobre o córrego Umbaracá, na referida alça, não suportou o volume das águas e cedeu, inviabilizando a continuidade do tráfego e fazendo com que a Avenida Ivinhema voltasse a ser utilizada com alternativa. Com o intuito de propor uma solução à situação apresentada, o Governo Municipal, de imediato, buscou o reconhecimento da Situação de Emergência pelo Governo Federal, vislumbrando a construção de uma ponte em substituição à galeria. O empreendimento, viabilizado junto à Defesa Civil, representará um investimento de R$ 950 mil. A licitação deve ocorrer no próximo dia 31 de março. Ainda sem os recursos liberados, o Governo Municipal, como alternativa paliativa, prossegue reivindicando à Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), desde 2014, a liberação do restante dos valores referentes a convênio firmado com a instituição, para a pavimentação da Rua André Loyer, no trecho compreendido entre as ruas Batayporã e Professor João de Lima Paes. Com atraso nos repasses por parte do Governo Federal, ainda não foi possível concluir esta obra que, além de proporcionar melhores condições de trafegabilidade aos moradores, poderia ser utilizada como via alternativa para desviar o tráfego da Avenida Ivinhema. Quanto ao término da segunda alça do contorno rodoviário, de acordo com o prefeito Roberto Hashioka, diante da ausência de garantia para a liberação dos recursos, o Governo Municipal solicitou a rescisão do convênio com o DNIT e buscou a viabilização do montante necessário junto ao Governo do Estado, que se prontificou em apoiar o empreendimento, visando a conclusão ainda este ano.