Publicado em 28/05/2020 às 14:08, Atualizado em 28/05/2020 às 20:13

Movimentação de vida “normal” faz taxas de distanciamento social estagnarem e casos de Covid-19 disparam no Estado

No ranking das unidades da federação desta quarta-feira (27.5) MS aparece empatado com o vizinho Mato Grosso (MT)

Subsecretaria de Comunicação,
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Foto: Chico Ribeiro

Os medidores de distanciamento social mapeados em Mato Grosso do Sul seguem estagnados, registrando os mesmos índices há dias, com taxas no mesmo patamar dos dias normais antes da pandemia chegar ao Estado. No ranking das unidades da federação desta quarta-feira (27.5) MS aparece empatado com o vizinho Mato Grosso (MT) com taxa de isolamento social de 37,4%, na 25° posição.

O índice segue na contramão do cenário considerado ideal por autoridades mundiais de saúde para reduzir a velocidade do contágio do vírus. Se o isolamento social modelo é de 70%, a movimentação nas ruas deveria ser de apenas 30%, mas não é isso que vem ocorrendo, e o Estado tem anunciado uma média diária de 80 novos casos nos últimos cinco dias.

Nos municípios mapeados no interior do Estado a taxa de recolhimento para a quarta-feira foi de 28,6% (Sonora) a 56,7% (Taquarussu). Nem as cidades com maior incidência de casos confirmados do novo coronavírus tem atingido boas taxas de isolamento: Campo Grande (36,5%), Guia Lopes da Laguna (36,9%), Dourados (40,7%), Três Lagoas (41,7%) e Fátima do Sul (45,6%).

O reflexo da baixa adesão ao isolamento social já pode ser verificado nos números. Com 76 novos exames positivos nesta quinta-feira (28.5), os casos confirmados da Covid-19 já somam 1.262 conforme boletim epidemiológico atualizado desta quinta-feira (29.5) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Com o crescimento exponencial da doença nos últimos dias, o médico e secretário de saúde, Geraldo Resende, alertou para uma estimativa que indica que a cada 10 pessoas que tem o vírus, outras 30.8 irão se infectar no Estado. “O isolamento social, a taxa no estado sempre foi horrível e sempre nos incomodou. E nos tem incomodado principalmente neste momento de expansão da doença aqui no Estado. Quero demostrar nossa preocupação, e pedir, apelar para todos os sul-mato-grossenses que nos ajudem. Os números apontados mostram que podemos não ter mais o controle nos próximos dias”, pontuou.