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Nova Andradina - Antes mesmo de protesto dos estudantes do IFMS, governo se manifesta sobre a MS-473

Estado reafirma que está impedido de pavimentar a rodovia

Imagem: Acácio Gomes / Arquivo / Nova News

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Poucas horas antes de um protesto organizado pelos estudantes do campus de Nova Andradina do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que pretendem bloquear, na manhã desta quinta-feira (30), a rodovia não pavimentada MS-473, única via de acesso à unidade, na tentativa de pressionar o Governo do Estado para que promova o asfaltamento da estrada, o Poder Executivo Estadual já se adiantou e se pronunciou sobre o caso.

Em matéria publicada por volta das 17h desta quarta-feira (29) em seu portal oficial, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul afirma que diante da reivindicação dos acadêmicos IFMS esclarece que está impedido, por decisão judicial, de executar a obra de pavimentação da rodovia MS-473, no município de Nova Andradina. A referida via é alvo de inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual (MPE), em meados de 2016, para apuração de supostos crimes contra a gestão anterior do Estado por desvios de recursos na execução de obras.

Por esta razão, conforme nota de esclarecimento expedida pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), o Estado aguarda a conclusão de perícias técnicas que farão parte do inquérito para licitar a pavimentação da rodovia. Um dos trechos previstos no projeto, de 23 km, atenderá diretamente a comunidade acadêmica do campus do IFMS.

“Por conta da perícia judicial – explica a Agesul – e considerando que a realização da pavimentação irá descaracterizar completamente a rodovia objeto dos autos, o que pode impactar sensivelmente no curso da ação judicial, o Governo do Estado está impedido de dar sequência à licitação para contratação da pavimentação reivindicada (pela comunidade acadêmica)”.

A Agesul ainda informa que já existe processo administrativo desde 2016 para licitação e execução da obra. Sensível à questão e às reivindicações dos alunos do IFMS, o Estado enviou diversos expedientes ao MP/MS e ao Judiciário, questionando quanto a celeridade na realização da perícia, sem a qual, conforme justificativa, não será possível deflagrar o processo licitatória da obra. (Com informações da Subsecretaria de Comunicação - Subcom).

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