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Nova Andradina - Mutirão segue retirando entulhos em combate à Dengue

Na última quinta-feira (09) no período vespertino, o subsecretário de Saúde Sérgio Maximiano, representando o secretário de Saúde, Norberto Fabri, esteve junto ao diretor da Vigilância Sanitária, Lúcio Roberto Tolentino e a supervisora do Mutirão da Dengue, Cleonice Vieira dos Santos, acompanhando o trabalho da equipe responsável pela limpeza dos terrenos da cidade.

Os agentes do mutirão passam de casa em casa olhando os quintais e qualquer resíduo que possa servir de proliferação do mosquito aedes aegypti que encontram, colocam na rua. Em seguida, o caminhão passa recolhendo. Desde o início da ação, milhares de entulhos foram recolhidos pelo caminhão e encaminhados ao aterro sanitário do município de Nova Andradina.

Quando há um caso notificado de dengue, Cleonice explicou como é feito o isolamento do local. “Quando temos um caso confirmado, utilizamos o fumacê, que é o veneno que passamos com a máquina em cima de um carro, em nove quarteirões, deixando a casa da pessoa que foi notificada no meio e bloqueamos novem quadras, a dela e também as quadras em volta”, esclareceu.

Para a supervisora, o meio mais eficiente de fazer este bloqueio é com o trabalho costal, onde o agente entra nas casas passando o veneno, pois atinge o fundo da casa e também dentro do imóvel. Cleonice também alertou sobre o que o morador deve fazer quando um agente passar o veneno no local.

“Muita gente fecha a casa para o veneno não entrar, tem medo do veneno, mas o cheiro não vai fazer mal, só o contato na pele que não é bom. Fechando as janelas e portas, impede de o veneno entrar e matar os mosquitos que ficam dentro da residência e se ao menos um estiver contaminado só ele pode contaminar até quatro pessoas da mesma família”, expôs. Cabe lembrar que se o morador não estiver em casa, os agentes não entrarão no quintal. E se o morador estiver e não permitir a entrada, a mesma não será feita.

A munícipe Ângela Pires, teve a visita do pessoal do mutirão e relatou que já teve Dengue e que a consciência da população é muito importante. “Já tive Dengue e estava grávida de dois meses. É uma dor muito grande que sentimos no corpo, minha filha nasceu de oito meses por conta da doença, graças a Deus não teve sequelas, e acho que a conscientização das pessoas conta muito”, disse ela.

Lembrou também que a limpeza do quintal é responsabilidade dos moradores para evitar foco do mosquito. “Tínhamos uma bananeira em casa e a cortamos porque quando chovia acumulava muita água e era um perigo não só pra mim, mas para os vizinhos também, então o combate da dengue começa dentro de casa”, encerrou. 

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