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Nova Andradina teve mais de 800 afastamentos por acidente de trabalho nos últimos anos

Impacto previdenciário dos afastamentos foi de R$ 9,5 milhões com a perda de 250.288 dias de trabalho

Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho), apontam que Nova Andradina teve mais de 800 afastamentos por acidente de trabalho nos últimos anos.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, no município foram registrados 828 auxílios-doença por acidente do trabalho entre os anos de 2012 e 2017. O impacto previdenciário dos afastamentos foi de R$ 9,5 milhões com a perda de 250.288 dias de trabalho.

Os números mostram queda no ano de 2017 em relação aos anos anteriores em que os auxílios-doença geraram um montante de mais de R$ 202 mil. Detalhados por ano, os afastamento somaram 231 em 2012, 263 em 2013, 138 em 2014, 63 em 2015, 71 em 2016 e 62 em 2017.

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Em último caso registrado, um trabalhador morreu soterrado em março de 2016 enquanto trabalhava em uma obra - Foto: Márcio Rogério/Nova News

Os gráficos da pesquisa mostram que entre os setores econômicos com mais afastamentos o destaque fica para o setor da indústria. Em primeiro lugar, aparece a fabricação de álcool com 121 casos, seguido de abate de reses com 48, transporte rodoviário de carga 48, curtimento e outras preparações de couro 27 e comércio de peças e acessórios para veículos automotores 17.

Já no que se refere aos motivos mais frequentes, a principal causa é dorsalgia com 157 casos, fratura ao nível do punho e da mão com 96, fratura de perna incluindo tornozelo 65, lesões do ombro 49 e fratura do antebraço 45.

Mortes por acidente de trabalho

Em relação às mortes por acidente de trabalho, apenas 5 óbitos foram registrados no intervalo dos últimos cinco anos. No ano de 2017 não foi registrado nenhum caso. A nível de estado, a cada nove dias um trabalhador morreu vítima de acidente em Mato Grosso do Sul no ano passado. Os afastamentos custaram R$ 18,6 milhões com 38 mortes notificadas até o momento.

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