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Nova Andradina - Trabalhadores dos Correios aderem a greve por tempo indeterminado

No município, a paralisação ocorre de forma parcial

Foto: José Almir Portela/Nova News

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Trabalhadores dos Correios de Nova Andradina aderiram desde às primeiras horas desta quarta-feira (11) à greve nacional, que foi decidida durante assembleias realizadas na noite de terça-feira (10).

De acordo com o apurado pelo Nova News, o movimento começou partir das 00h desta quarta-feira (11), em todos os estados e no DF. Entretanto, em Nova Andradina, na agência central, localizada na Avenida Eurico Soares de Andrade, a paralisação ocorre de forma parcial,  funcionando com 50% do efetivo.

De acordo com a federação nacional da categoria, a direção da empresa recusa qualquer negociação.

De acordo com a assessoria do SINTECT-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios Telégrafos e Similares), a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) estaria oferecendo 0,80% de reajuste. Com uma inflação acumulada de 4% no período, os funcionários teriam uma perda de mais de 3% no poder aquisitivo do salário. Além do reajuste abaixo da inflação do período, a empresa estaria querendo reduzir o número de tickets alimentação, acabar com vale cultura, e retirar outras cláusulas sociais do acordo coletivo.

Segundo a presidente do SINTECT-MS, Elaine Regina Oliveira, a intransigência da direção da empresa não deixou outra alternativa pois o governo quer impor um arrocho salarial que – somadas às perdas das cláusulas sociais que a empresa quer promover – significa um "retrocesso brutal" na remuneração dos trabalhadores dos Correios, que já recebem o menor salário entre as estatais federais.

Elaine diz ainda que é preciso se desfazer "mitos" que são divulgados sobre os Correios, pois segundo ela, seria uma empresa lucrativa. "Nos dois últimos anos foram R$ 700 milhões de lucro líquido. A ECT repassa dinheiro para o governo federal a título de dividendos, pois o governo é o acionista. É realmente um mito que os Correios representem algum ônus para o governo. É o contrário, o governo é que retira dinheiro dos Correios".

Segundo Elaine, a direção da empresa da empresa é intransigente, pois recusou a proposta do TST, (Tribunal Superior do Trabalho) que propunha a prorrogação do atual acordo coletivo de trabalho por 30 dias, para que as negociações tivessem continuidade num clima de tranquilidade e se pudesse chegar num consenso. "É a direção da empresa e o governo Bolsonaro que estão apostando numa radicalização. Querem impor de qualquer maneira uma redução real em nosso poder aquisitivo, que já é pequeno. Nessa circunstância não restou outra alternativa: greve nacional por tempo indeterminado," disse. 

Para a presidente da categoria em MS, o governo tem apenas três objetivos em mente: reduzir o poder aquisitivo dos salários, retirar direitos e privatizar. "Não há nenhum projeto nacional, nada, apenas a vontade de maximizar, aumentar na marra, o lucro das grandes corporações e dos bancos. A recriação da CPMF, com alíquota de 0,40% nos depósitos e saques bancários vem no mesmo sentido."

Apesar da deliberação de greve, ainda não há informação precisa de quantos trabalhadores aderiram à paralisação e quais serviços estão prejudicados em todo o Mato Grosso do Sul.

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