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Nova Andradina – Vítima de grave acidente de trabalho aguarda há três anos por cirurgia

Trabalhador não tem dinheiro para pagar por um tratamento particular e não consegue atendimento na rede pública

Em janeiro deste ano, o Nova News levou ao ar a situação do trabalhador Gilberto Pereira, de 41 anos, que aguarda desde 2015 uma cirurgia que pode trazer de volta os movimentos de sua perna direita e amenizar as intensas dores que perturbam o construtor civil, vítima de um acidente de trabalho.

Nesta quarta-feira (25), a reportagem entrou em contato com a vítima e recebeu a informação de que a situação segue da mesma forma. Sem dinheiro para custear a operação e sem conseguir o procedimento na rede pública, Gilberto Pereira não sabe o que fazer para voltar a ter uma vida normal.

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Gilberto Pereira sofre com severa infecção em seu pé direito e não tem recursos para pagar pela cirurgia - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Avaliado inicialmente em R$ 159 mil, o procedimento denominado “osteomelite do tornozelo e pé” poderia resolver o problema do trabalhador, no entanto, a cirurgia, devido ao alto custo, é inacessível para o construtor que está sem poder trabalhar desde a data do acidente.

“Recentemente fiz um novo orçamento em Presidente Prudente (SP), onde consegui encontrar um profissional que afirma fazer a operação pelo valor de R$ 86 mil, ou seja, praticamente a metade do valor inicial, mas, mesmo assim, é um valor exorbitante para nossa família que não tem condições de pagar esta quantia”, explicou Gilberto.

Quando a primeira reportagem foi produzida, no início deste ano, o trabalhador disse que havia solicitado judicialmente que a cirurgia fosse realizada pela rede pública de saúde. Questionado sobre o andamento do processo, Gilberto explicou que o poder público teria sido intimado a fazer o procedimento, mas que havia recorrido da decisão, não havendo previsão para uma nova posição com relação ao processo.

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Trabalhador sofreu acidente no Dia do Trabalho em 2015 e até hoje sofre em busca de uma solução - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

“O jeito é esperar, pois como não tenho condições de pagar pela cirurgia de forma particular e o poder público recorreu da solicitação da Justiça, não me resta alternativa a não ser ir tocando a vida sem poder trabalhar, convivendo com as fortes dores”, desabafou Gilberto.

O acidente

No dia 01 de maio de 2015, o construtor civil Gilberto Perreira sofreu um acidente de trabalho que lhe causaria, a partir daquele momento, muita dor, sofrimento e preocupação. Ao cair de um andaime enquanto trabalhava, ele sofreu uma fratura exposta no tornozelo direito e precisou passar por uma cirurgia de emergência no Hospital Regional (HR) Francisco Dantas Maniçoba.

O construtor conta que, naquela época o procedimento foi realizado com sucesso, sendo que, alguns dias depois, o médico que atendeu o trabalhador falou da necessidade da realização de uma segunda cirurgia, nas palavras dele, para efetuar o ligamento dos tendões que teriam se rompido devido à fratura. “Dois meses depois da primeira intervenção, passei pelo segundo procedimento, no entanto, quando o médico abriu meu pé, verificou que os tendões não estavam rompidos, mas apenas danificados”, afirma ele.

Gilberto Pereira conta que, após este segundo procedimento, seu pé começou a apresentar um quadro grave de infecção, com inchaço, vazamento de pus e demais complicações, além de uma dor insuportável. 

O trabalhador conta que o médico que efetuou estes dois primeiros procedimentos deixou de atender no HR e passou a atender apenas na rede particular, não sendo possível a sequência do tratamento com mesmo profissional, que já está totalmente inteirado do caso, pelo sistema público de saúde.

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Foto mostra como ficou a perna do trabalhador logo após a cirurgia, antes da infecção - Imagem: Arquivo da Família

Ao procurar o mesmo médico em um hospital particular da cidade, Gilberto obteve a confirmação de que seu pé estaria acometido por uma severa infecção. Um empréstimo financeiro foi feito pela esposa de Gilberto para custear um terceiro procedimento, que consistiu em uma raspagem óssea, porém, mesmo assim, o problema continuou.

Solidariedade

Quem quiser fazer uma doação para a cirurgia de Gilberto Pereira pode acessar o perfil criado para esta finalidade, clicando aqui, ou depositar qualquer valor na Caixa Econômica Federal, agência 0788, conta 00638420-7 em nome de Gilberto Pereira. As pessoas que quiserem visitar o trabalhador podem se dirigir à Rua Sete de Setembro, 466, ao lado da Escola Estadual Fátima Gaiotto Sampaio. Também é possível manter contato pelo telefone / Whatsapp (67) 9 9860-9337. 

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