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Pai de aluno que se machucou em quadra de escola contesta versão de diretor

Omissão de socorro ao filho teria sido o estopim do desentendimento ocorrido em unidade de ensino de Nova Andradina

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Sidney Rodrigues de Oliveira procurou a redação do Nova News - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

Após a veiculação da matéria intitulada “Diretor é ameaçado por pai de aluno após o filho se machucar em quadra de escola” na manhã dessa sexta-feira (8), a redação do Nova News foi procurada pelo motorista Sidney Rodrigues de Oliveira, de 38 anos, para dar esclarecimentos sobre o polêmico fato ocorrido em uma unidade de ensino de Nova Andradina.

Pai do aluno Guilherme Rodrigues da Silva, de 12 anos, do 7º ano C, Sidney contesta a versão do diretor que chegou a procurar a Delegacia de Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência o acusando de ter ameaçado no interior da escola.

Conforme narrou o pai do aluno ao Nova News, um dos pontos divergentes apontados pelo diretor é a gravidade dos ferimentos do filho que chegou a desmaiar após a queda que sofreu na quadra da escola. “Ligaram para a minha esposa falando que o Guilherme tinha sofrido uma queda e estava chorando muito, além de estar passando mal a ponto de ter desmaiado”, afirma Sidney.

De imediato se deslocando à escola, os pais de Guilherme teriam o encontrado com a boca ensanguentada proveniente de um corte no lábio inferior, além ainda de ter quebrado parte de um dos dentes com a queda. “Quando nos deparamos com o nosso filho naquele estado ficamos apavorados. Fora a quantidade de sangue que não sabíamos ao certo o motivo, ele estava bastante tonto após desmaiar na sala da coordenação”, disse o pai do aluno.

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Guilherme cortou a boca e quebrou parte de um dente - Foto: Cedida pelo pai

Detalhando os fatos que antecederam o desentendimento com o diretor, Sidney conta que foi recebido na sala de coordenação pela diretora adjunta e a coordenadora. “A situação estava sob controle e sendo resolvida até o diretor chegar na sala e não aceitar o questionamento que fizemos diante do fato de não socorrerem o nosso filho para um hospital”, enfatizou o entrevistado. Segundo ele, a escola argumentou que estariam esperando a chegada dos responsáveis pelo aluno para prestar o socorro devido.

Após se mostrar indignado com a omissão de socorro ao filho e afirmar que levaria o caso adiante, o pai afirmou que os ânimos ficaram exaltados diante da resposta proferida pelo diretor: “Você pode levar o caso para o secretário de Educação, para o prefeito e até para a sua mãe se quiser”.

Segundo Sidney, as agressões verbais entre ambos iniciadas após a frase dita pelo diretor só não tomou proporções maiores devido à intervenção da diretora adjunta e da coordenadora. “Foi difícil ouvir aquilo. Tudo que um pai espera da escola é o mínimo de assistência diante de uma situação de emergência como essa. Meu filho bateu a cabeça na queda e o correto seria, do meu ponto de vista, a escola acionar o Samu para intervir nos primeiros socorros e posteriormente encaminhá-lo para um hospital”, desabafa o pai.

Terminada a discussão, o pai relata que levou Guilherme para atendimento médico no Hospital Regional ‘Francisco Dantas Maniçoba’ por volta das 9h e só saiu da unidade quatro horas e meia depois após o filho ser medicado e ficar em observação. Um exame raio-X também foi realizado para detectar alguma eventual fratura ocasionada pela queda que nada constatou.

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Pai tirou foto da quadra que estaria molhada quando filho se machucou - Foto: Divulgação

Enquanto o filho foi deixado no hospital junto à esposa, Sidney disse que procurou o secretário municipal de Educação, Fabio Zanata, para expor o caso. “Diante da demora no atendimento, ele intermediou junto à direção do hospital para que agilizasse a assistência médica ao nosso filho por estarmos na recepção há algum tempo esperando para sermos atendidos”,

Questionado sobre as supostas ameaças que teria feito ao diretor, o pai do aluno expôs que em nenhum momento levou a situação para o lado pessoal e afirmou que apenas buscaria providências devido à omissão de socorro ao filho. “Não tenho nada contra o diretor e não fiz nenhuma ameaça contra a sua integridade física. O que aconteceu é que os ânimos se exaltaram devido à situação que encontrei meu filho. Se exagerei, peço até desculpas formalmente se necessário for”, relata Sidney.

Quadra “molhada”

Durante a entrevista, Sidney apresentou à reportagem fotos tiradas da quadra da escola após o incidente com o filho. “A quadra estava molhado quando o meu filho se machucou e, como se não bastasse, outros alunos continuavam jogando bola no local sem a escola intervir. Trata-se, do meu ponto de vista, de algo não que não deveria ocorrer. Se um aluno já tinha se machucado, o mínimo que a escola deveria fazer era suspender a prática de esportes no local”.

Ao fim do direito de resposta, o pai do aluno relatou que esta seria a segunda vez neste ano que o filho se machuca na escola. Com menor gravidade, no primeiro caso ele também teria sofrido uma queda e quebrado um dente.

Secretário da Educação está apurando o caso

A reportagem do Nova News entrou em contato com o secretário de Educação, Fabio Zanata, que detalhou estar tomar as providências pertinentes ao caso ao ouvir as versões de ambas as partes para dar a conclusão final necessária.

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