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Passagem de cargas está liberada em Nova Andradina e Batayporã

A nível de Estado, categoria aceitou a proposta do governador Reinaldo Azambuja em reduzir o ICMS

Imagens: Acácio Gomes / Nova News

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Na manhã desta quarta-feira (30), os caminhoneiros que fazem mobilizações em Nova Andradina e em Batayporã liberaram a passagem de cargas nos pontos de manifestação nas duas cidades. Segundo as lideranças, os transportadores que quiserem ir embora estão liberados para fazê-lo. Em Nova Andradina, uma das lideranças do movimento disse ao Nova News que uma liminar por parte do Governo do Estado solicita que a pista esteja liberada para quem quiser passar.

“Em respeito ao direito de ir e vir, estamos liberando a MS-276, em Nova Andradina. A maioria dos caminhoneiros, por livre vontade, deve permanecer mobilizada, mas quem quiser seguir viagem poderá ir embora”, disse uma liderança, ao afirmar que muitos continuarão no local pelos próximos dias tentando chamar a atenção do governo e da população com os caminhões posicionados no trevo e com uso de cartazes e faixas.

No município de Batayporã, onde os caminhoneiros se mobilizam no trevo da MS-134 com a MS-276, a situação é a mesma. “Quem quiser partir, que faça boa viagem, porém, a maior parte vai ficar por aqui, pois a nossa luta continua”, disse um líder, ao afirmar que o trânsito de caminhões e carretas com carga está liberado. A exemplo do que ocorre na região de Nova Andradina outros pontos de paralisação em Mato Grosso do Sul também decidiram liberar as rodovias, como em Campo Grande.

Carreata em Nova Andradina e passeata em Batayporã

Segundo os caminhoneiros que se mobilizam em Nova Andradina, a carreata programada para às 15h desta quarta-feira (30) está mantida. "Estamos apenas liberando a passagem dos companheiros que querem seguir viagem, mas é importante deixar bem claro que a nossa manifestação continua e inclusive a carreata programada para a tarde irá acontecer. Contamos com o apoio da população", finalizou um dos líderes.

Em Batayporã, está prevista uma passeata às 14h30 também em apoio aos caminhoneiros. A concentração deve ocorrer na Avenida Brasil, de onde os participantes seguirão até o trevo da MS-276 com a MS-134, onde os transportadores estão mobilizados. Segundo a organização poderão participar pessoas a pé ou de bicicleta. Cartazes e faixas em apoio aos caminhoneiros poderão ser levado durante a caminhada;

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Estado*

Segundo o site Midiamax, o Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul) anunciou oficialmente o fim da greve da categoria em Mato Grosso do Sul. O presidente do sindicato, Roberto Sinai, diz que a categoria se reuniu e decidiu acatar a proposta do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), de negociar redução no ICMS somente após o fim da greve.

A proposta feita pelo Governo Estadual de redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do diesel de 17% para 12% foi bem vista pelos sindicalizados, e os caminhoneiros concordaram em voltar ao trabalho nesta quarta-feira (30), segundo Sinai.

Em Mato Grosso do Sul, o movimento dos caminhoneiros é dividido. Enquanto o sindicato envolve empresas transportadoras e funcionários, também há um movimento de trabalhadores autônomos. Entre os caminhoneiros autônomos, a posição era de desconfiança frente à proposta do Governo de MS e a categoria iria discutir o fim da greve na manhã desta quarta-feira (30), no posto Caravaggio.

Mesmo assim, de acordo com o presidente do Sindicam-MS, a proposta foi aceita entre as transportadoras e funcionários, que acreditam no cumprimento da oferta feita pelo governador. “Foi uma reunião com diversos segmentos da sociedade, o governo vai cumprir. Existe uma seriedade por parte do Governo do Estado. Todos foram convidados, tinha muitos representantes da categoria que compareceram”, diz Sinai.

A princípio, as reivindicações incluíam a redução do valor dos combustíveis em 30%, mas mesmo que todos os pedidos não tenham sido atendidos, o presidente do sindicato afirma que o balanço da greve é positivo. “Ficou bem clara a força da categoria, isso é muito positivo. Além disso, conseguimos a redução do ICMS de 17% para 12%, além de 30% dos fretes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e 10% de redução no preço do diesel pela Petrobras”. (*As informações são do Midiamax).

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