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Passeata presta homenagem a Vitor Peixinho e traz alerta contra a violência

Dezenas de pessoas saíram às ruas de Nova Andradina com o objetivo de chamar a atenção da sociedade

Em um luto que nunca terá fim, a manhã deste sábado (17) foi marcada por mais uma homenagem prestada ao garoto Vitor Peixinho, vítima de um episódio dramático de violência que repercutiu em todo o Estado.

Dezenas de pessoas saíram às ruas de Nova Andradina com o objetivo de chamar a atenção da sociedade com relação à violência que pode vitimar qualquer criança. Familiares e amigos saíram do Bairro Argemiro Ortega e se concentraram em frente à concessionária Perkal para dar início à passeata que percorreu o centro da cidade até a Praça das Águas.

Vestidos de branco e com balões pedindo paz, os manifestantes confeccionaram cartazes, faixas e camisetas que estampavam a foto do pequeno Vitor antes de perder a vida no auge da sua infância.

“Nenhuma criança deveria morrer, sobretudo pelas mãos dos homens, sobretudo pelas mãos daqueles que deveriam cuidar, proteger e amar...”. Esta foi a frase de uma das faixas da passeata que também foi acompanhada por um carro de som que levava uma importante mensagem à sociedade.

Servindo como reflexão, a mensagem trouxe à tona o alerta para as pessoas não utilizarem as redes sociais ao dar declarações indevidas a respeito de qualquer fato sem saber o que de fato ocorreu.

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Familiares e amigos do pequeno Vitor estavam com camisetas, cartazes e faixas em passeata  pelas ruas da cidade - Foto: Nova News

Relembre o caso

A criança desapareceu na manhã do último domingo (11), no Bairro Argemiro Ortega, enquanto fazia um trajeto de apenas uma quadra e meia de distância entre a casa onde morava e a casa da avó materna onde ocorreria a comemoração de um aniversário familiar.

No trajeto, o adolescente se deparou com a criança andando na rua e a abordou oferecendo-lhe um tênis na intenção de abusar sexualmente do menino que foi levado para dentro da casa de seu pai.

Diante do mal que estaria para lhe ocorrer, a criança reagiu e começou a chorar e gritar quando, para silenciá-la, o adolescente acabou por enforcá-la por meio de esganadura. À polícia, o menor disse que não conseguiu consumar o ato sexual com o menino e havia conseguido apenas despi-lo tirando o short que usava.

Em seguida, ele colocou o corpo sobre o telhado da casa vizinha que foi encontrado dois dias depois já em estado de putrefração.

O acusado foi recambiado à UNEI de Dourados onde deverá permanecer internado provisoriamente pelo ato infracional cometido.

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