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Polícia Militar deixará de fazer a vigilância externa do Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina

Comandante do 8º BPM garante que não haverá prejuízos à segurança

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Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina fica localizado na região central da cidade - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Nesta semana, a reportagem do Nova News apurou que, em breve, a Polícia Militar deixará de fazer a vigilância externa do Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina (EPMNA). O fato foi confirmado pelo comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM), o tenente coronel André Henrique de Deus Macedo.

Conforme apurado pelo Nova News, a competência dos agentes que atuam no local, administrado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), seria atuar de forma interna, sendo que, atualmente, a segurança externa é realizada pela PM, serviço que deverá deixar de ser prestado nos próximos dias.

Segundo levantamento realizado pela equipe do site, a capacidade do EPMNA é de cerca de 80 detentos, sendo que, atualmente, no local, haveria mais de 140 presos. Uma das questões mais pertinentes é se com a saída da Polícia Militar, não haveria riscos de fugas, tentativas de resgate de presos e outras intercorrências.

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Segundo apurado pelo site, local abriga atualmente mais de 140 detentos - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Procurado pelo Nova News, o comandante do 8º BPM tenente coronel André Henrique de Deus Macedo, que está em viagem, disse, por telefone, que a medida ocorre em comum acordo junto a Agepen e que o fato não deve trazer impactos à segurança nem para o EPMNA tampouco para a sociedade em geral.

Macedo explicou que estão sendo instaladas no presídio modernas câmeras de monitoramento, o que dispensaria a presença dos policiais. “Tudo o que acontecer no presídio será transmitido em tempo real para uma central. Desta forma, qualquer anormalidade será detectada na hora pela Agepen, que tomará as medidas cabíveis”, afirmou.

Ainda em suas palavras, outro fator que pesou na decisão é que o local não oferece acomodações adequadas para os militares. “O correto é que os agentes façam a segurança interna e a PM atue externamente, porém, lá, não há uma sala externa para que os policiais fiquem, então eles acabam permanecendo lá dentro também, o que foge das nossas atribuições”, explicou.

O tenente coronel afirmou que serviços como rondas pelas proximidades do presídio, bem como escoltas, custódia de presos e acompanhamentos nos casos de transferências continuarão sendo executados pela Polícia Militar da mesma forma.

Nas palavras do comandante, a data exata para a suspensão do policiamento deverá ser definida em comum acordo com a Agepen e em sintonia com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

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Segundo o Comando do 8º BPM, número de câmeras de monitoramento está sendo ampliado - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Um dos pontos positivos citados pelo comandante é o remanejamento dos policiais que, até então atuam no EPMNA e que passarão a trabalhar nas ruas. “Sem a necessidade de manter estes militares lá no presídio, poderemos reforçar a segurança na cidade como um todo, lançando mais uma viatura nas ruas, oferecendo maior presença da Polícia Militar à sociedade”, garantiu.

Agepen

Na manhã desta terça-feira (20), o Nova News manteve com tato com a assessoria de comunicação da Agepen, em Campo Grande, para obter mais detalhes sobre o fato. A jornalista responsável disse ao site que faria o levantamento das informações juntamente com a Diretoria de Operações da agência e que assim que houver uma manifestação oficial, encaminhará uma nota à redação.

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