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Prevenção ao suicídio – Profissionais distribuem girassóis no centro de Nova Andradina

Ação teve como objetivo chamar a atenção da sociedade para a importância do tema

Imagens: Divulgação

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No último sábado (28), três profissionais que atuam em um espaço terapêutico de Nova Andradina realizaram a distribuição gratuita de 190 girassóis confeccionados em papel crepom.

Conforme as responsáveis pela iniciativa, Ellen Lima (psicóloga), Marcia Cristina da Silva Lima (terapeuta sistêmica) e Cristina Ribeiro Vital Macedo (aromaterapeuta), o objetivo da ação foi chamar atenção para prevenção ao suicídio de uma forma que levasse um pouco de vida para cada pessoa que recebesse um girassol.

Ellen explica que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU 2018) a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta, o que se tornou a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 19 anos de idade.

“Os números infelizmente estão tendo um crescimento contínuo. Pode-se observar isso em nossa região mesmo. Precisamos falar sobre suicídio, precisamos perder o medo de tocar no assunto, ir cada vez mais rompendo os tabus, principalmente os conceitos que o tema seria ‘frescura’, ‘falta de Deus’, ou simplesmente uma forma de a pessoa ‘chamar atenção’ para si”, explica a psicóloga.

“Cassorla afirma que a pessoa que pensa em suicídio ou tenta se matar está evidentemente sofrendo. Quando ela não encontra formas de diminuir ou compreender esses sofrimentos, que se tornam insuportáveis, o suicídio parece ser a única saída. Shneidman diz que o suicídio é um ato definitivo para um problema temporário. A questão é que essas pessoas estão mergulhadas em seu desespero e dificilmente conseguem ver as outras possibilidades sozinhas”, afirma.

“E se eu perguntar a você, se já teve o pensamento em algo drástico (sumir, sair correndo, desistir) como possibilidade de solucionar ou acabar com determinada situação indesejada, qual seria sua resposta? São poucas as pessoas que nunca pensaram nessa hipótese em um determinado momento de sua vida”, pontua Ellen.

Na avaliação da profissional, é preciso sair da posição de julgamento para acolher quem sofre. “A confusão muitas vezes acontece ao ouvir e dar opiniões. Quem sofre geralmente necessita apenas de ser ouvido e acolhido e não de receber inúmeras perguntas ou opiniões. Talvez esse seja um dos pontos que levam muitas pessoas a terem medo de conversar sobre suicídio, ou seja, não saber o que falar. Por este motivo é importante que quem escute o desabado seja alguém qualificado”, alerta.

“Fukumitsu frisa que o suicídio não é loucura, nem ato de coragem, nem covardia, nem para chamar atenção. Dessa forma que as ações, rodas de conversas, programações e até mesmo a empatia se estenda para também os outros meses, indo assim além de Setembro Amarelo”, defende a psicóloga.

A profissional defende que devemos ser iguais aos girassóis que, em um dia nublado, se viram uns para os outros, buscando a energia necessária para passar o período de nebulosidade. “Ajude a se ajudar, peça ajuda profissional”, finaliza. (*Informações repassadas pela psicóloga Ellen Lima).

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