Buscar

Professores de Anaurilândia vão paralisar atividades por dois dias

Reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho, professores da rede municipal de ensino param em protesto nestes dias 8 e 9 de setembro

Os professores da rede municipal de ensino de Anaurilândia vão cruzar os braços em uma paralisação prevista para acontecer nestes dias 08 e 09 de setembro. A medida faz parte de um protesto da classe que reivindica aumento salarial e melhores condições de trabalho.

A paralisação, que vai afetar todas as escolas municipais durante os dois dias, será para chamar a atenção do Executivo Municipal sobre os salários da classe que deveriam ter sido ser reajustados conforme prevê o piso nacional.

Pela proposta, os professores protestam que desde janeiro de 2016 um reajuste salarial de 11,36% está vigorando em todo país e até o momento não foi repassado aos servidores do município. Além do mais, os servidores reclamam que teriam sido retirados da classe servidora 5% da regência de classe.

As informações que chegaram até a reportagem do Nova News dão conta que todas as tentativas de negociação com a atual administração foram feitas e sem sucesso. O Executivo Municipal teria apresentado uma proposta de reajuste de apenas 6%.

A paralisação está sendo levada ao conhecimento da população por meio de dois comunicados espalhados pela cidade. Um dos informes aponta que hoje o município conta com 41 salas de aula, 64 professores efetivos e 26 professores convocados (fonte Prefeitura Municipal). É descrito ainda que a Prefeitura recebeu do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) em fevereiro deste ano R$ 263.603,27, valor este que vem oscilando, e que neste mês a arrecadação municipal foi de R$ 3.237.552,33.

O outro comunicado detalha que a paralisação irá afetar a Escola Municipal de Ensino Fundamental Profº. Paulo Ney, Escola Municipal Rural Luciano da Costa Lima, Escola Municipal de Educação Infantil Risque e Rasbique e Creche Municipal Pequeno Príncipe. Neste material, a informação é que a paralisação será para protestar acerca do aumento salarial e retroativo aos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto, conforme  a Lei nº. 11.738, de 16 de julho de 2008, Art. 5º, que diz que ‘o piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.

Fora o reajuste salarial, os professores também reivindicam melhores condições de trabalho, material didático, transporte de melhor de qualidade e merenda de qualidade. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, em novembro do ano passado o Ministério Público chegou a encontrar fezes de morcego junto à merenda escolar em uma escola de Anaurilândia.

Por fim, os professores pedem a colaboração dos pais e alunos da rede municipal de educação de Anaurilândia no tocante à paralisação que, segundo a classe, nada mais é uma forma de reverter o que eles consideram como uma falta de valorização em que estão sendo tratados. “O protesto é justo, é uma forma que encontramos para que o excelentíssimo prefeito municipal, Drº. Vagner Alves Guirado, se posicione quanto aos direitos adquiridos dos professores”, diz os professores em um dos comunicados. Segundo eles, os dois dias de paralisação serão compensados através de reposição.

Recentemente, os educadores se reuniram na Câmara Municipal para discutir o reajuste (Imagem: Arquivo Nova Nes)

Piso Nacional

O novo piso salarial dos professores foi anunciado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em janeiro deste ano. Pela nova medida, o reajuste de 11,36% já deveria passar a valer desde o dia 1º de janeiro de 2016. De R$ 1.917,78, o salário base iria para R$ 2.135,64.

Acima da inflação, o ganho salarial a ser pago inclui docentes com formação de nível médio e com atuação em escolas públicas com 40 horas de trabalho semanais.

Ação na Justiça

Outro ponto importante a ser destacado é que recentemente os professores entraram na Justiça para terem o direito de receber o adicional de férias, fato este deferido em favor dos educadores pelo juiz da cidade. Mas, segundo informações, o valor foi dividido em quatro parcelas e a última a ser paga acaba neste mês de setembro.

A reportagem do Nova News tentou ouvir o secretário municipal de Educação, mas não obteve sucesso.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.