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Projeção de consumo em Nova Andradina é de R$ 959 milhões para 2016

Os mais de 50 mil nova-andradinenses vão gastar, até dezembro deste ano, o equivalente a R$ 959, 2 milhões em bens e serviços, de acordo com estimativa divulgada pelo Índice de Projeção de Consumo (IPC Maps) 2016. Mesmo em um ano de intensificação das crises política e econômica no país, o montante de consumo da cidade deve permanecer no mesmo nível que 2015, aponta o IPC.

O valor milionário a ser desembolsado pelos moradores colocou a cidade no “top 10” do consumo no Estado. A cidade ocupa a 8ª posição, uma abaixo do ano passado. Nacionalmente, dentre os 5,5 mil municípios, Nova Andradina está entre os 600 com maior índice de consumo do país, ocupando a 556ª colocação.

As principais despesas serão com a manutenção do lar (R$ 242,2 milhões), alimentação no domicílio (R$ 110,1 milhões), alimentação fora do lar (R$ 37,6 milhões), gastos com veículo próprio (R$ 42,7 milhões) e materiais para construção (R$ 40 milhões). O consumo urbano responde pela maior parcela de gastos e “injeção” de valores na economia: R$ 879 milhões.

Nova-andradinenses vão gastar, até dezembro deste ano, o equivalente a R$ 959, 2 milhões em bens e serviços (Imagem: Arquivo / PMNA)

Cigarro

Outro dado que revela o comportamento do nova-andradinense é o do fumo. O IPC estima que os moradores devem gastar mais com cigarro que com a aquisição de livros. Para sustentar o vício, populares deverão desembolsar R$ 3,8 milhões com o produto este ano, R$ 100 mil superiores ao que deve ser gasto com leitura e material escolar.

Para o sociólogo Marcio Leite de Paula há prejuízos sociais gerados por uma inversão de valores em uma escala hierárquica de importância. “As pessoas têm a vida cada vez mais pautada pelo consumo imediatista e nesse caso perverso, por conta da dependência química que garante um valor mensal empenhado para o cigarro, o que não pode ser entendido como investimento, ao contrário dos livros, ricos em conteúdo. O investimento para a qualidade de vida é negligenciado, pois aquilo que realmente importa é desvalorizado”, explicou.

Para o toxicologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Eduardo Mello de Capitani, a pressão exercida sobre o governo pela indústria tabagista no que se refere à redução de impostos, imagens de propaganda e o barateamento do produto, são os reflexos centrais que explicam o elevado consumo.

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Nova Andradina, Antônio Marcos Dalla Valle fala sobre o cenário de Nova Andradina (Imagem: Arquivo/Nova News)

Nova Andradina 

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Nova Andradina (SINCONOVA), Antônio Marcos Dalla Valle, apesar do cenário econômico e político do país passar por momentos de turbulência, as empresas da cidade de Nova Andradina estão mantendo sua solidez e através disso conquistando destaque e respeito.

De acordo com Dalla Valle, Nova Andradina já provou que tem um comércio forte e dinâmico, com empreendedores visionários e preparados. Segundo ele, o conhecimento de causa e as estratégias de vendas, tem feito com que as empresas atravessem esse cenário nacional instável. Dalla Valle conclui que Nova Andradina é um polo comercial da região leste do Estado.

Nas palavras de Antônio, grande parte da economia do município é sustentada pelas 1.200 empresas diretamente ligadas ao comércio varejista, que, quando somadas com as empresas secundárias, totalizam 3.017 empreendimentos. A atuação dessas empresas age diretamente na sustentação econômica do município, explica Dalla Valle.

O presidente do Sinconova afirma que cada vez mais os empresários estão utilizando o sistema tecnológico para aumentar vendas e fazendo com que haja um fortalecimento recompensador na estrutura da área de serviços e produtos. 

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