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Projeto social transforma a vida de crianças e adolescentes em Nova Andradina

Com 120 alunos atualmente, Escola de Polícia Militar Mirim atua com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade social no município

Transformar vidas para o amanhã. É esta que pode ser descrita a essência de um importante social colocado em prática há quase 4 anos em Nova Andradina com a missão de formar crianças e adolescentes em cidadãos de bem através do aprendizado.

Atendendo atualmente 120 alunos entre 10 e 17 anos, a Escola de Polícia Militar Mirim de Educação e Cidadania “Sargento Natalino Júlio da Cunha”, criada em 7 de setembro de 2014, envolve conteúdos teóricos de prevenção às drogas, primeiros socorros, ordem unida, além ainda de aulas práticas de atividade física, teatro, coral, karatê, e recentemente, também violão.

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Inseridos no projeto são quase unânimes em querer concretizar sonho de se tornarem policiais – Foto: Divulgação

Quem passa periodicamente pela área central se depara com os meninas e meninas que decidiram levar a sério as regras do militarismo que regem o projeto. Marchando ou praticando atividade física, parte das aulas práticas acontece na Rua Walter Hubacher, próximo ao Museu Municipal. Agora, por exemplo, a dedicação é para a criação de um jardim no entorno da praça. Quanto às teóricas, estas acontecem na Sala Lúcia Toledo Piza.

À frente da ação, o 3º sargento Leonel Júlio da Cunha, filho do homenageado in memória, explica que o projeto recebe alunos o ano todo. Segundo o instrutor, uma primeira seleção acontece no início do ano com base no desenvolvimento escolar de cada aluno a partir do boletim de notas. “Tal ideia é para incentivar o aluno a manter um padrão escolar no aprendizado”, enfatiza o instrutor.

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Ana Carolina afirma saber discernir o certo e o errado – Foto: Luciene Carvalho/Nova News

Conforme Cunha, a cada dois meses são realizadas provas de cada conteúdo que devem alcançar a nota média 7,0 e que no final do ano são computadas para premiar os melhores os alunos que mais se destacaram. “Além da premiação, é organizado um dia especial com apresentações de tudo que os alunos aprenderam”, pontua.

Explicando o teor do projeto, o sargento detalha que a escola de Polícia Militar Mirim é uma extensão do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas), que tem como público-alvo crianças de 10 anos que cursam o 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas e particulares da rede de ensino do município. “Ao ser inserido no programa, o aluno pode conclui-lo e dar prosseguimento na escola mirim”.

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Emanueli sonha seguir carreira policial após entrar no projeto - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

“Prevenir e reduzir o uso de drogas e violência no meio dos jovens e adolescentes é o objetivo do projeto. A ideia consiste em levar os alunos a desenvolver habilidades físicas e intelectuais diferenciadas, aumentando, desta forma, a capacidade cognitiva a fim de descobrir novos prazeres para ocupar o tempo com várias as atividades que possibilitamos”, enfatiza o instrutor.

Prosseguindo com a sua fala, Cunha diz que, “em resumo, buscamos formarmos cidadãos com capacidade de tomar livre escolha e ser responsável pelas suas próprias decisões em saber dizer ‘não’ às drogas”, conclui o mentor ao dar ênfase à atuação do novo comandante do 8º BPM (Batalhão de Polícia Militar), tenente coronel Josafa Pereira Dominoni, como incentivador nas ações desenvolvidas no projeto.

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Luis Eduardo também sonha grande no que quer para o futuro - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

Um trabalho que dá certo

Ana Carolina Batista da Rocha, de 13 anos, e Emanueli Martins Duarte, de 14 anos, são duas das alunas que há mais tempo estão inseridas na ação. Indicada por amigos, Ana entrou ainda no primeiro ano de criação movida, segundo ela, pela curiosidade de conhecer algo novo. “Fazer parte do projeto é ter a oportunidade de aprender o certo e o errado. Trata-se de um lugar de aprendizado para toda a vida”, diz.

Já para Emanueli, a escola mirim é a porta de entrada para o sonho de no futuro seguir uma carreira policial. “Admiro muito o trabalho de um policial que é proteger o cidadão de bem em uma profissão que é essencial à comunidade”.

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Para Ana Carla, o policial é um herói mesmo não usando uma capa - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

Aos 12 anos de idade, o pequeno Luis Eduardo Nascimento Leite também sonha grande e na ponta da língua já sabe o que quer da vida: ser também um policial. “Minha avó me falou do projeto e depois que entrei não quero mais sair. Aqui aprendo muito e quero ser um policial para ajudar as pessoas”.

“O policial é um herói que não usa capa, mas usa colete”. É com esta frase que Ana Carla Flores da Silva, também com 12 anos, almeja o caminho que pretende seguir. Ao falar da admiração pelo instrutor Leonel, ela se diz decidida a seguir os seus passos. “Aqui temos ensinamentos importantes além do que recebemos em casa. Quero poder ir até o fim para realizar tudo que planejo na minha vida”, conta a adolescente.

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Samuel Toro tem a certeza que será um cidadão melhor no amanhã - Foto: Luciene Carvalho/Nova News

O último entrevistado, Samuel Toro Ferreira Chagas, de 11 anos, participou do Proerd e relata a experiência que obteve ainda muito cedo na vida. “Aprendi coisas que nunca imaginaria conhecer e nunca mais vou esquecer. O principal é as drogas nunca devem existir na minha vida. Entrei na escola mirim para aprender ainda mais para ser um cidadão melhor no amanhã".

O projeto conta com a participação dos professores Jorge Makino (karatê), Fábio Arruda (teatro) e John Heinrich Dubar (violão). As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras das 7h30 às 10h30, e às terças e quintas das 13h30 às 16h30. Já aos sábados são ministradas as aulas de violão das 8h às 11h com 30 alunos em três turmas.

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