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Rede estadual de Nova Andradina se mobiliza contra a redução salarial de professores convocados

Assembleia aconteceu na tarde desta quarta-feira (17)

Foto: Divulgação/Simted

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Os profissionais que atuam nas escolas da rede estadual de ensino de Nova Andradina lotaram a sala de reuniões do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) em assembleia realizada no final da tarde desta quarta-feira (17) para discutir ações de mobilização e encaminhamentos contra as alterações na Lei Complementar 87/2000, que dispõe sobre o Estatuto do Magistério Estadual.

O presidente, Edson Granato, abriu a reunião explicando sobre a nova legislação de autoria do governo que foi aprovada pela Assembleia Legislativa, no último dia 11 de julho, que desvincula os vencimentos dos professores convocados da tabela salarial dos professores efetivos e promove a prorrogação da integralização de 100% do Piso Nacional do Magistério de 20 horas de 2021 para o ano de 2024. De acordo com a nova tabela de remuneração publicada no Diário Oficial, os temporários vão ganhar 32% menos que os concursados.

Segundo nota enviada pela assessoria do Simted, a FETEMS e a CNTE (Federação e Confederação que atuam na defesa da categoria) recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), justificando que a diferenciação entre os salários dos efetivos e convocados é ilegal, pois fere o princípio da isonomia entre trabalhadores da mesma categoria, e provoca redução salarial.

“É inadmissível que profissionais que desempenham as mesmas funções docentes, sejam tratados de maneiras distintas, recebendo salários menores. Contratados ou concursados somos todos professores, merecemos respeito e valorização. Por isso, o momento é de união da classe para defender nossos direitos”, declarou o presidente do Simted.

Ainda de acordo o Simted, da assembleia, a direção do sindicato tirou alguns encaminhamentos e perguntas que serão levadas para a discussão na FETEMS na próxima semana, quando todos os 74 Simted´s estarão reunidos para deliberar sobre o assunto.

“Algumas questões sobre trabalhadores cedidos ao sindicato, vigência dos contratos temporários e data de pagamento dos convocados não estão esclarecidas no projeto de lei e muitos professores estão angustiados com essa situação. Vamos levar para a Fetems e tentar responder o mais rápido possível”, comentou.

Por unanimidade, foi a decisão dos profissionais de permanecerem mobilizados contra a lei que alterou os salários dos professores convocados. “Conclamo a todos os filiados para ficarem atentos às convocações para assembleias – instância deliberativa do sindicato – para continuarmos lutando e resistindo contra medidas que retiram os direitos dos trabalhadores. Juntos somos mais fortes," finalizou Edson.

Atualmente, o governo do Estado tem 11 mil contratados e oito mil concursados. (*As informações são do SIMTED)

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