Publicado em 06/07/2020 às 11:05, Atualizado em 06/07/2020 às 21:41

Reforma de frigorífico é esperança para centenas de pessoas que buscam emprego em Batayporã

Obras em vários setores da indústria já foram concluídas

José Almir Portela e Acácio Gomes, Redação Nova News
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Planta frigorífica de Batayporã segue em obras de reforma de reconstrução - Imagem: 7ª Arte

Iniciada há cerca de seis meses, a reforma da planta frigorífica de Batayporã, ocupada durante 13 anos pela Minerva Foods e que fechou suas portas em julho de 2015, sendo, logo depois, destruída por incêndio de grandes proporções, vem despertando esperança em centenas de trabalhadores que, há anos, vivem um verdadeiro calvário em busca de uma vaga de emprego.

A possibilidade de ativação da unidade, atualmente comandada pela família Capuci, sob o nome de Comanche, é uma luz no fim do túnel para aqueles que sonham em voltar a trabalhar no local. Em ritmo acelerado, as obras criam uma enorme expectativa em muitas pessoas. Esse é o caso de Rosângela Silva Araújo, de 35 anos, e que trabalhou por um bom período na indústria.

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Rosângela Silva Araújo sonha em voltar a trabalhar na unidade - Imagem: José Almir Portela / Nova News

Ela explica que o com o fechamento da empresa nunca mais conseguiu arrumar algo fixo e com registro em carteira, mas apenas alguns serviços temporários. “Ali está minha grande esperança. Quero muito ver aquela indústria ser reativada para que, quem sabe, eu possa voltar a ter um emprego fixo, com estabilidade e dignidade”, disse Rosângela, ao revelar que sente uma grande alegria ao ver as obras em andamento.

Edner Antônio, de 46 anos, é outro morador de Batayporã que trabalhou muitos anos na empresa. Diferente de Rosangela, Antônio conseguiu outro emprego, porém, tem ainda a expectativa de um dia poder voltar a trabalhar no frigorífico. “Se me chamarem e a proposta for boa, estamos aí”, disse.

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Edner Antônio atualmente trabalha em outra empresa, mas não descarta voltar a atuar no frigorífico - Imagem: José Almir Portela / Nova News

Nas palavras dele, a volta da operação da indústria no município irá turbinar a economia local, aumentar a confiança da população na cidade e até mesmo a autoestima das pessoas. “O trabalho é tudo para as pessoas! Nossa cidade está precisando muito de mais empregos e a reabertura deste frigorifico vai dar oportunidade para muitas famílias”, explica.

Andamento das obras

Na manhã desta segunda-feira (06), o Nova News conversou, por telefone, com Rogério Capuci, representante da Comanche, e ele explicou o andamento das obras de reforma e estruturação da planta frigorífica.

Segundo ele, a previsão de início das operações seria setembro deste ano, porém, a pandemia de covid-19 acabou por afetar o andamento dos trabalhos, mesmo assim, muito já foi feito. “A parte dos escritórios está 100% pronta, bem como vestiários e lavanderia. O setor de abate também está finalizado, as câmaras frias estão concluídas e agora estamos trabalhando na reconstrução da desossa”, disse Rogério.

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Grupo Capuci está reformando e pretende reativar o frigorífico localizado à margem da MS-134, em Batayporã - Imagem: Acácio Gomes / Arquivo / Nova News

Nas palavras dele, devido à pandemia, o número de operários precisou ser reduzido, bem como vários itens pré-montados e equipamentos que foram comprados e que deveriam ter sido entregues pelos fornecedores acabaram sofrendo atraso. “Muitos itens vêm de outros estados e, as indústrias produtoras acabaram reduzindo suas equipes, o que gera demora na entrega dos pedidos. É uma reação em cadeia que acaba judiando da gente aqui e nos faz rever nossos prazos e estimativas”, pontuou.

Outro fator que, segundo Capuci, também ainda está e tramitação é a parte burocrática, como as licenças e liberações, entre elas, a do Serviço de Inspeção Federal (SIF). “Havendo a liberação da documentação eu já consigo fazer a planta rodar mesmo sem desossa. A gente abateria aqui e mandaria a carne com osso para outras empresas. Já seria um começo”, explicou.

“Como nem tudo depende de nós, prefiro não dar um prazo para que não haja frustração, mas garanto que vamos tocar esta unidade e, assim que tudo estiver pronto vamos gerar cerca de 400 a 600 empregos, contribuindo com a economia local e regional”, finalizou Rogério, ao informar que, com as obras de reforma e reconstrução bem como com a equipe que trata do setor burocrático, a Comanche gera, no momento, 75 empregos. 

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