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Reunião agendada para o próximo dia 19 pode definir futuro da APAE de Batayporã

Entidade suspendeu atendimentos devido à inadimplência da Prefeitura Municipal com relação aos rapasses; valor em atraso chega a R$ 114 mil

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Entidade suspendeu atendimento esta semana por falta de repasse referente ao convênio junto à Prefeitura Municipal - Imagem: Cedida / APAE

Uma reunião agendada para o dia 19 de agosto entre representantes da Escola de Educação Especial “Luz do Amanhã”, mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Batayporã, e o Poder Executivo Municipal poderá definir o futuro da entidade que suspendeu os atendimentos por falta de repasses dos valores oriundos de convênio celebrado junto ao município.

Conforme apurado pelo Nova News junto a representantes da instituição, após uma mobilização na Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (05), o presidente da Casa de Leis, vereador Cícero Leite, teria solicitado ao prefeito que se reúna com os membros da APAE a fim de tentar por fim ao impasse, sendo que o chefe do Poder Executivo teria dito que só tem agenda livre no próximo dia 19.

Nas palavras de representantes da Escola de Educação Especial “Luz do Amanhã”, a expectativa é de que os atendimentos permaneçam suspensos pelo menos até a data da reunião. “Sem um acordo favorável e sem o pagamento de pelo menos parte dos valores atrasados não temos condições de atender os alunos. A situação se tornou insustentável”, disse um dos membros da associação.

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Mobilização realizada na Câmara Municipal visou pedir apoio dos vereadores com relação à solução do impasse - Imagem: José Almir Portela / Nova News

O valor devido pela Prefeitura de Batayporã desde novembro do ano passado já chega a R$ 114 mil, sendo que, deste montante, R$ 30 mil se referem aos meses de novembro e dezembro de 2018 (R$ 15 mil de cada mês). Já o restante (R$ 84 mil) diz respeito ao período de janeiro a julho de 2019, quando o repasse mensal foi reduzido para R$ 12 mil.

Sem condições de pagar despesas como água, luz, merenda, materiais de higiene e limpeza e até mesmo os salários dos profissionais que atuam no local, a entidade decidiu suspender os trabalhos. A instituição atende atualmente 82 alunos, que são pessoas de diversas idades, com deficiência intelectual ou múltipla.

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