Sexta, 13 de Dezembro de 2019
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Saúde tem como meta vacinar 900 meninas contra HPV em Nova Andradina 

A informação é da Secretaria Municipal de Saúde, que coordena a ação através do núcleo de Vigilância Epidemiológica

Meninas com idade entre 09 e 11 anos começam a ser vacinadas contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) a partir da próxima quarta-feira (01). A Prefeitura de Nova Andradina, através da Secretaria Municipal de Saúde e do Programa Nacional de Imunização, pretende vacinar 900 crianças e adolescentes no município. 

A informação é da Secretaria Municipal de Saúde, que coordena a ação através do núcleo de Vigilância Epidemiológica. De acordo com a responsável técnica do setor, enfermeira Ingrid Travaim, a vacina representa um ganho significativo para a promoção da saúde da mulher e na prevenção ao câncer. "A vacina é extremamente segura e reflete de forma significativa na prevenção a este tipo de câncer, que é o terceiro que mais mata as mulheres no Brasil", reforçou.

Para o calendário de imunização deste ano, há uma recomendação do Ministério da Saúde para que a vacinação ocorra em parceria com escolas públicas e privadas. "Além da vacinação no Centro de Especialidades Médicas, nossos profissionais também levarão as vacinas às escolas do município, o que facilita a aplicação da dose, já que as meninas que são público-alvo da campanha estão em idade escolar", explicou a profissional.

O secretário municipal de Saúde, Silvio Senhorini, complementou que com a introdução da vacina é possível reduzir drasticamente os casos de câncer do colo do útero e a taxa de mortalidade, e com isso, ter a primeira geração de mulheres livre da doença. "É importante que as meninas sigam o calendário de vacinação, tomando as três doses necessárias da vacina, conforme o que preconiza o Ministério da Saúde. Para isso, temos contado com o apoio incondicional do prefeito Roberto Hashioka e mobilizado nossa secretária", alertou.

Esquema vacinal

Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. A partir deste ano, serão vacinadas as meninas de 9 anos, sendo incluído no calendário básico de vacinação das meninas como rotina nesta faixa etária.

As meninas de 11 a 13 anos que só tomaram a primeira dose no ano passado, ou que não iniciaram o esquema ainda, também podem aproveitar a oportunidade de se prevenir e procurar um posto de saúde ou falar com a coordenação da escola para dar prosseguimento ao esquema vacinal. Isso também vale para as meninas que tomaram a primeira dose aos 13 anos e já completaram 14. É importante ressaltar que a proteção só é garantida com a aplicação das três doses.

A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em mais de 50 países, por meio de programas nacionais de imunização. Estimativas indicam que, até 2013, foram distribuídas cerca de 175 milhões de doses da vacina em todo o mundo. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Câncer do colo do útero 

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões. Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos.

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