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Secretário de Educação fala sobre impasse com relação às salas de madeira da Escola Moura Andrade

Fábio Zanata disse que a adoção de contêineres cedidos pelo Sesi seria uma solução, pelo menos provisória, para a questão

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Secretário disse que solicitou a cedência de salas móveis ao Sesi para serem instaladas na Moura Andrade - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Na manhã desta quinta-feira (24), o secretário de Educação de Nova Andradina, Fábio Zanata, recebeu a equipe do Nova News para comentar sobre a situação das salas de madeira existentes na Escola Municipal Antônio Joaquim de Moura Andrade.

Em recente reportagem publicada pelo site, membros da comunidade escolar haviam relatado a situação das salas de aula, que não estariam em plenas condições de utilização.

Na ocasião, a direção da instituição de ensino disse que tem sido cobrada pelo Corpo de Bombeiros com relação à pintura antichamas nas paredes de madeira, bem como com relação à troca do forro de madeira por PVC, instalação de hidrantes e colocação de placas sinalizadoras.

Além disso, a Vigilância Sanitária também não estaria vendo com bons olhos a situação da escola, que enfrenta goteiras e infiltrações. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) é outra entidade que teria sugerido a manutenção do prédio, segundo a direção.

No início de outubro, uma reunião foi realizada para tratar da questão. O encontro contou com a presença da diretora da escola, Simone Marques; da presidente do Colegiado Escolar e coordenadora pedagógica, Suzana da Silva Sousa; do membro do Colegiado, Aline Santana; da presidente da Associação de Pais e Mestres, Ana Cláudia Francisco; da tesoureira da Associação de Pais e Mestres, Valdinéia do Prado; do prefeito Gilberto Garcia; do presidente da Câmara Municipal, vereador Amarelinho; do primeiro-secretário da Casa de Leis, vereador Robertinho Pereira; do secretário de Educação, Fábio Zanata; e do secretário de Infraestrutura, Júlio César.

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Salas de madeira existentes na primeira escola do município estariam fora das normas de segurança do Corpo de Bombeiros - Imagem: Nova News

Já nesta quinta-feira (24), em entrevista ao Nova News, o secretário de Educação, Fábio Zanata, disse que a situação é bastante delicada. Nas palavras dele, há algum tempo, foi elaborado projeto no valor de R$ 260 mil para a construção de novas salas, sendo que, após a obra ser concluída, ocorreria a desativação da estrutura de madeira.

Por outro lado, o secretário afirmou que acha pouco provável que novas salas sejam de fato construídas. Ele explicou que o município necessita investir na construção de uma creche ou escola para atender a região do Jardim Universitário e que a edificação de novas salas na Escola Moura Andrade não seria viável no momento.

Zanata explicou que, segundo dados da Secretaria Estadual de Educação (SED), entre 2018 e 2019, nove escolas foram fechadas em Mato Grosso do Sul. A previsão é de até 2020, outras 13 unidades sejam desativas. “A SED alega que o fechamento destas escolas é reflexo da queda no número de alunos. Somente neste período, entre 2018 e 2019, o Estado registrou 102 mil estudantes a menos na rede”, afirmou.

“Aqui em Nova Andradina, por exemplo, há escolas com salas ociosas em alguns períodos, motivo pelo qual falar em construir novos espaços em uma escola localizada na região central da cidade parece não ser uma boa alternativa enquanto há regiões mais distantes do centro, como o Jardim Universitário, que ainda não contam com nenhuma unidade de ensino”, pontuou ele.

Por outro lado, o secretário disse se solidarizar com a comunidade escolar da Moura Andrade, ao afirmar que busca alternativas para solucionar o problema. “Para deixar as salas de madeira dentro das conformidades exigidas pelo Corpo de Bombeiros, seria necessária a modificação da estrutura, porém, há informações de que aquele imóvel seria um patrimônio histórico e não poderia ser alterado, mas apenas restaurado. Não localizamos documentos que comprovem o tombamento histórico das salas, porém, mesmo assim, há o receio de fazer estas alterações”, disse.

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Titular da Semec disse que estuda alternativas para que demandas da Escola Moura Andrade sejam atendidas - Imagem: Acácio Gomes / Nova News

Fábio afirmou que uma das saídas mais plausíveis seria a cedência ao município de cinco contêineres do Serviço Social da Indústria (Sesi) para serem utilizados como salas de aulas da Moura Andrade diante da possível desativação do espaço construído em madeira. “São contêineres próprios para esta finalidade, com capacidade para 40 alunos cada um, todos equipados com energia elétrica, sistema de iluminação, ar condicionado, mesas, cadeiras e toda a mobília necessária para que as aulas sejam ministradas”, explicou.

Conforme ele, caso seja aprovada a cedência, as salas móveis seriam colocadas no pátio da Escola Moura Andrade e utilizadas pela comunidade escolar de forma provisória, por tempo indeterminado, até que se tenha uma solução definitiva, seja com o remanejamento destas turmas para outras unidades ou com a adoção de novas medidas que possam ser elaboradas.

“Utilizar contêineres é mais viável porque eles são móveis e podem ser deslocados para outras escolas em caso de necessidade, ao passo que, se construirmos salas naquele local, diante de uma possível futura queda na demanda de alunos, a obra estaria perdida”, ponderou.

Ao final da entrevista, Fábio Zanata disse que entende a preocupação da comunidade escolar em oferecer um ambiente mais seguro para os estudantes, bem como em atender as recomendações do Corpo de Bombeiros e reforçou que a Secretaria Municipal de Educação (Semec) está empenhada em resolver a situação.   

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