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Sete anos depois, ex-servidor apontado como pivô em desvios de dinheiro público é preso

Funcionário público Reginaldo Fernandes Cavalcante foi preso nesta quinta-feira (5) após ser condenado em 2ª instância

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Reginaldo Fernandes Cavalcante foi demitido após passar por processo administrativo - Foto: Divulgação

Tudo começou em 2011 e só terminou nesta quinta-feira (5). O funcionário público Reginaldo Fernandes Cavalcante foi preso no final da tarde após ser condenado em segunda instância, acusado de desvio de dinheiro público em Nova Andradina.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, a prisão foi efetivada por investigadores da SIG (Seção de Investigações Gerais) por volta das 17h40. Pelo apurado, ele se encontra detido em uma das celas da 1ª Delegacia de Polícia Civil e aguarda a audiência de custódia que decidirá ou não pela manutenção de sua prisão que deverá ocorrer nesta sexta-feira (6).

Assinada pelo juiz José Henrique Kaster Franco em 2015, a sentença condenatória do servidor foi fixada em 09 anos e seis meses de reclusão. Além de Cavalcante, sua atual e ex-esposa, Raquel Borges e Marisa de Souza Santos respectivamente, também foram condenadas por colaborar com os esquemas de desvios. As mesmas foram condenadas em regime aberto e deverão iniciar suas penas quando os mandados de execução forem expedidos.

Conforme a sentença, o réu havia se apropriado de valores em dinheiro provenientes dos cofres do município, por meio de falsidades e de outras fraudes entre os anos de 2009 e 2011 e recorria em liberdade da condenação em primeira instância, que previu pena de 11 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão em regime inicial fechado e com pena de multa de 130 dias.

Relembre o caso

À época, uma CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) foi instalada para apurar as denúncias contra o funcionário público que teria depositado cheques do Fundo Municipal de Saúde em sua conta bancária.

Reginaldo era gestor de contabilidade e finanças da Secretaria Municipal de Saúde, e contou que recebia solicitações para colher assinaturas dos responsáveis para cheques que supostamente serviriam para cobrir despesas da pasta, mas que eram depositados na conta do servidor.

Dando detalhes do esquema, ele confessou que o esquema de corrupção faturava por mês aproximadamente R$ 25 mil e foi iniciado em 2009. Em dois anos e meio, os desvios teriam ultrapassado a quantia R$ 600 mil.

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