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Travando luta diária pela filha com doença grave, Eleni dá exemplo de amor incondicional

Eleni Ribeiro dos Santos, de 37 anos, é a mãe da pequena Vitória, que não enxerga limites pelo bem estar da filha

O amor de uma mãe definitivamente é algo que não tem limites. Em homenagem ao Dia das Mães, o Nova News conta hoje a história de uma mulher que é um exemplo do sentimento incondicional dedicado a uma das filhas que nasceu com uma grave doença.

Eleni Ribeiro dos Santos, de 37 anos, é a mãe da pequena Vitória. Há 12 anos trás, ela veio ao mundo e, logo após o seu nascimento, os médicos constataram uma doença chamada ‘mielomeningocele’, que trata-se de uma má formação congênita da coluna vertebral da criança em que as meninges, a medula e as raízes nervosas ficam expostas.

Logo após começar a batalha pela vida da filha recém-nascida, a mãe já de segunda viagem precisou ficar 1 mês e 24 dias acompanhando a internação de Vitória, em Dourados, que se recuperava de uma cirurgia para corrigir a má formação. “Foram dias intermináveis. Necessária para fechar a mielo devido ao líquido da coluna ficar saindo e eu ter medo dela perder cada vez mais a sensibilidade das pernas, a cirurgia começou a necrosar. Mas, graças a Deus deu tudo certo e voltamos para casa”.

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“Aprendi que o amor de uma mãe por um filho não tem sexo. Ela simplesmente ama!”, diz Eleni

Como se não bastasse o difícil diagnóstico da doença que parecia ter chegado a uma solução, Eleni conta que cerca de três meses depois começou a notar que a cabeça de Vitória estava crescendo acima do normal. De volta ao médico, mais um choque para a família: a descoberta de uma hidrocefalia em consequência da doença congênita. Por sorte, a doença estabilizou e a mãe diz que não foi necessário nenhum procedimento cirúrgico.

Os anos passaram e Vitória se transformou em uma menina que, mesmo sem poder andar, é capaz de desenvolver habilidades que uma criança da sua idade é capaz. Ao lado da mãe sem faltar à aula em raras exceções, ela já está no quinto ano do ensino fundamental. “Ela é uma menina especial. Estar em sua companhia é algo maravilhoso. As sessões de fisioterapia e a equoterapia ajudaram muito em seu desenvolvimento, em especial a possibilidade de ajudá-la a perder os seus medos. Quando ela nasceu foi um choque muito grande saber da doença. Fiz todo o pré-natal corretamente e nenhum exame acusou nada”, revela a mãe.

Não importa a situação que ela se encontre ao estar impossibilitada de andar em uma cadeira de rodas, o amor que sinto pela minha filha é algo que não se explica. Eu não enxergo a minha vida sem ela.

Eleni Ribeiro dos Santos

Uma das demonstrações do amor incondicional dedicado à Vitória é a rotina constante de Eleni que leva a filha à capital Campo Grande para o tratamento que necessita em um centro especializado. Uma vez por semana, mais precisamente às quintas-feiras, as duas saem de casa pela madrugada e só voltam à noite após uma cansativa viagem de mais de 600 quilômetros. “Tudo o que estiver ao meu alcance eu faço por ela. Devido ao seu peso, não é fácil carregá-la nos braços. Chegou em casa com dores insuportáveis nas costas. Mas, isso não importa, Deus me dá força para ajuda superar”.

Além da doença grave que nasceu e que posteriormente levou à hidrocefalia, Eleni relata que a bexiga da filha é neurogênica e é necessário que ela use fralda o tempo todo. “Por ter um gasto alto, preciso pedir ajuda do município, inclusive em consultas e tratamentos que constantemente a Vitória necessita. Em algumas situações chega a ser revoltante a demora por conseguir levá-la a um especialista. Estou há um ano aguardando uma consulta com um neurocirurgião. Mas, eu não desisto e tudo que mais quero é levá-la para um hospital especializado no tratamento de pessoas portadoras de mielomeningocele em Curitiba (PR) ou em qualquer outro lugar no país. Tenho fé em Deus que eu vou conseguir”, desabafa Eleni.

Mesmo diante das dificuldades que enfrenta com Vitória, Eleni diz que não há maior prazer de tê-la como filha. “Não importa a situação que ela se encontre ao estar impossibilitada de andar em uma cadeira de rodas, o amor que sinto pela minha filha é algo que não se explica. Eu não enxergo a minha vida sem ela. Peço a Deus todos os dias que me dê saúde para cuidar dela. Meu sonho é a ver andar ou, se isso não acontecer, que seja pelo menos uma criança feliz com uma melhor qualidade de vida para lidar com as limitações que foram colocadas em seu caminho“.

Neste Dia das Mães, assim como nos outros que já passaram, Eleni diz que se sente uma mulher realizada na plenitude que Deus lhe deu em ser mãe. “Ao lado do meu companheiro Carlos nos nossos 20 anos de casamento, construímos uma família. Primeiro veio a Ana Carla, minha filha mais velha hoje já casada com 20 anos de idade. Os dois são o meu alicerce nessa luta pela a nossa Vitória. A maior lição que aprendi como mãe é que, quando engravidei pela segunda vez, queria ter um filho homem e então nasceu a Vitória. Aprendi que o amor de uma mãe por um filho não tem sexo. Ela simplesmente ama!”, afirma a entrevistada que mora junto com a família na zona rural do município no Distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.

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