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Um ano após acidente, morador de Nova Andradina desabafa em rede social: “Dia marcado por poeira e dor”

Família relatou ao Nova News as dificuldades que enfrentam desde agosto do ano passado

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Jéssica Perolli e o pequeno Rafael, que  hoje aos 9 meses sofre com sequelas causadas pelo acidente no ano passado - Fotos: Arquivo pessoal
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O músico Guilherme e o pequeno Rafael - Foto: Reprodução/Instagram

Um ano depois de um acidente que mudou o rumo da vida de sua família, o músico, Guilherme Ferreira, morador de Nova Andradina, usou as redes sociais para desabafar sobre as dificuldades que enfrentam após o ocorrido.

“Hoje é um dia muito difícil para nós. Um dia marcado por muita poeira e dor. O dia que mudou totalmente o rumo da minha família, e transformou em 'incerto' o futuro do nosso pequeno guerreiro Rafael,” escreveu.

O acidente a qual o músico se refere, aconteceu no dia 28 de agosto de 2018, quando em uma cena dramática, ele e a esposa Jéssica Perolli, na época grávida de seis meses, se envolveram em uma colisão.

O acontecimento causado pela ultrapassagem imprudente do condutor de um caminhão, resultou no choque frontal com um Fiat Uno. O veículo de passeio era ocupado por 4 pessoas, entre elas Guilherme e Jéssica, que acabou presa às ferragens. Ela sofreu fratura exposta da tíbia e fíbula, perdeu cerca de 10 cm de massa óssea, além de necrose e infecção na perna direita. Após o acidente, Jéssica precisou se adaptar à cadeira de rodas para cuidar dos três filhos, Rebeca, Gabriel e o mais novo Rafael, que nasceu três meses depois do ocorrido e que hoje aos nove meses sofre com sequelas ocasionadas pelo choque. O Nova News entrou em contato com a família, para saber o que mudou de lá pra cá.

“O impacto trouxe sequelas irreversíveis para o bebê e até pouco tempo atrás, acreditávamos que estava tudo bem. Passamos por um neurologista infantil em Maringá (PR) e por meio de uma tomografia constatamos a presença de uma calcificação cerebral e microcefalia, uma doença sem cura, que compromete o sistema psicomotor do Rafael e limita muito seus movimentos. Hoje, com 9 meses de vida ele ainda não firma o pescoço, não rola, não senta, seus movimentos da cabeça são muito limitados e seu desenvolvimento até o momento é quase nulo. Fazem três semanas que ele está estudando na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), com profissionais incríveis que tem nos auxiliado muito nos cuidados com ele. Em setembro, ele será atendido no Rede Sarah de Reabilitação em Brasilia (DF) e apesar das dificuldades seguimos esperançosos na tentativa de amenizar as sequelas causadas pelo acidente,” disse a jovem.

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Jéssica e os três filhos - Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com Guilherme, uma das dificuldades tem sido a locomoção da família. “A empresa que nos atingiu nada fez até hoje, continuo sem carro, três vezes por semana tenho que andar 12 km pra assistir aula na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul),” disse.

Apesar das dificuldades, eles não desanimam, dando um grande exemplo de união e amor. “Mesmo a cada dia surgindo um problema diferente, a vida continua,” finalizou o músico.

Vaquinha

Foi criada uma “vaquinha online”, para auxiliar nas despesas do tratamento de Jéssica e Rafael. Ela passará por uma cirurgia de reconstrução da tíbia, onde serão retirados ossos dos dois quadris para realizar enxerto. O dinheiro arrecadado também ajudará a suprir as necessidades das crianças.

Quem se interessar em colaborar com a causa pode acessar a vaquinha através do link . Mais informações podem ser obtidas através do instagram @jeehperoli.

Interessados em conhecer o trabalho do músico Guilherme, podem acessar sua Fanpage pelo link, e contatá-lo através do seu perfil pessoal

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