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Após 15 anos, ator que ficou famoso como Tio Sukita brinca: Continuo tio

Roberto Arduin, de 64 anos, ainda é lembrado pela campanha de refrigerante dos anos 1990, na qual azarava uma garota novinha.

Quem era adolescente no finalzinho dos Anos 1990, na certa, se lembra do Tio Sukita. Na verdade, o personagem virou um ícone para designar os homens mais velhos que insistem em parecer garotões e azarar as meninas novinhas. Roberto Arduin fazia o papel e, 15 anos depois do primeiro comercial do refrigerante, ainda é lembrado pelos tocos que levava da modelo Michelly Machri, que vivia a adolescente assediada. "Até hoje me param na rua para falar sobre a propaganda. Até os jovens de hoje brincam, porque os vídeos estão na internet, então, fica fácil achar. E o tema é mais atual que nunca", conta ele, que não se casou e não teve filhos: "Continuo tio".

Aos 64 anos, sendo 40 deles dedicados ao teatro, Arduin conta como foi parar em um sucesso da publicidade. "Na época, eu fazia muitos comerciais. Fiz vários que ficaram famosos. Não tanto como este, é claro. Mas uma amiga, produtora de elenco, me ligou e pediu pelo amor de Deus para eu fazer um teste e gravar um texto. Segundo ela, era coisa rápida. O cachê nem era lá essas coisas, algo em torno de R$ 1500. Mas eu fui e deu no que deu", recorda.

Se de primeira o valor pago não dava lá para muita coisa, com o sucesso da campanha, vieram mais dois comerciais, e um contrato poupudo. "Com isso comprei meu apartamento, vivi muito bem e fiz outros comerciais com o Tio de mote. Foi muito bom financeiramente falando", diz. Arduin, no entanto, preferiu "assassinar" o Tio antes que ele se tornasse o único personagem lembrado em sua galeria: "Não queria ficar mais marcado do que já havia ficado, então recusei várias propostas para revivê-lo".

O ator fez várias novelas no SBT e jura que ter sido um síbolo da propaganda brasileira não o impediu de ser escalado para os elencos de teledramaturgia. Há três meses, por pouco, o tiozão não volta a atacar. Ele iria estrelar um comercial de motos, mas por questões de direito autoral, a negociação desandou: "Hoje seria até divertido, além de rentável, fazer o tio novamente. Me diverti muito na época".

Comercial lançado no fim dos anos 90 (Foto: )

Roberto Arduin conta que foi extremamente assediado na época do comercial. Por mulheres de todas as idades, inclusive. O ator perdeu a conta da quantidade de cartas que recebia por semana, com pedidos inusitados e fotos reveladoras. "Você não tem ideia do que chegava até mim. Eram propostas indecentes mesmo. Mas a que me deixou mais intrigado foi a de um casal de irmãos. Eles descobriram o telefone da minha casa e passaram a me ligar a qualquer hora do dia. Eles queriam que eu me casasse com a mãe deles, que estava separada. Só atendi como Roberto uma vez. Das outras eu era o irmão do Roberto. Mas comecei a ficar meio assustado, confesso. Eles me ligavam de madrugada, diziam que moravam em um bairro nobre e que tinham boas condições. Sinceramente, achei aquilo uma loucura e mudei o número", relembra.

Atualmente, Roberto mora em São Paulo e encena a comédia "Treze" com Paulo Goulart Filho, em universidades pelo Brasil. Com a companheira de elenco de comercial, ele nunca mais falou. "Nos vimos há alguns anos e ela era hostess de um restaurante bacana na cidade. Acho que a vida artística não era um objetivo para ela. E o assédio na época foi enorme. Nos demos bem desde o início. E engraçado é que fizemos o teste juntos e a liga foi imediata", observa ele.

Michelly hoje em dia está casada, vive em São Paulo com o marido e o filho de quase um ano e cursou a faculdade de Marketing.

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