Publicado em 12/05/2016 às 18:50, Atualizado em 26/04/2017 às 16:26

Aumento de 7,2% na energia elétrica pesa na inflação de abril em Campo Grande

, Midiamax

O aumento na conta de energia elétrica impactou na inflação de abril de Campo Grande, medida pelo IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), que alcançou 0,52%, segundo o Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Uniderp.

“O índice de abril foi influenciado, principalmente, pelo grupo Habitação, que registrou 0,81% e contribuição de 0,26%. O comportamento é explicado pelo aumento de 7,19% da energia elétrica no estado e, levando-se em conta que a bandeira tarifária passou para verde neste mesmo período, restou um resíduo de aumento de 2,64% no preço da energia elétrica”, explica o coordenador do Nepes da Uniderp, Celso Correia de Souza.

Apesar do aumento, o indicador de abril é o menor registrado em 2016 e está abaixo do índice constatado no mesmo período do ano passado (1,12%). Além da Habitação, tiveram os maiores percentuais de contribuição para a inflação os grupos: Despesas Pessoais, com 1,23% de variação e Vestuário, com 1,11%. “Já o grupo de Alimentação, que na maioria das vezes é o principal responsável pela inflação do mês, apresentou-se mais conservador, fechando em 0,32%”, complementa ele.

O grupo Alimentação teve inflação de 0,32%. Os maiores aumentos foram constatados em: batata (15,36%), limão (5,06%), melão (4,93%), ovos (4,67%), entre outros. Fortes quedas de preços ocorreram com: doces em calda (-6,33%), manteiga (-5,97%), abobrinha (-5,37%), entre outros com menores quedas.

“A oscilação de preços de verduras, frutas e legumes é comum, pois são produtos que sofrem a influência de fatores climáticose a sazonalidade de produção. Alguns alimentos aumentam de preços ao término das safras, outros diminuem de valor quando entram nas safras. Quando o clima é desfavorável há aumento nos preços e, quando é favorável, ocorre o feito inverso”, comenta Celso Correia de Souza.

Dos 15 cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes da Uniderp, nove deles sofreram aumentos de preços. Foram eles: picanha (5,23%), músculo (5,04%), cupim (4,89%), costela (4,45%), filé mignon (3,87%), vísceras de boi (2,52%), paleta (2 ,29%), contrafilé (2,23%) e lagarto (2 ,17%). Quedas de preços ocorreram com: coxão mole (-4,19%), acém (-3,80%), patinho(-1,92%), fígado (-1,53%), alcatra (-1,16%), ponta de peito (-0,07%).

Despesas Pessoais fechou abril com de 1,23%. Alguns produtos/serviços deste grupo que tiveram aumentos de preços foram: papel higiênico (5,80%), hidratante (5,14%), serviços de cartório (4,03%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: fio dental (-1,48%), produto para limpeza de pele (-0,81%) e sabonete (-0,65%). O grupo Saúde apresentou deflação uma pequena deflação em seu índice, de -0,12%. Já, o grupo Vestuário registou aumento de 1,11%.